Instagram/Inês Degener Thomaz
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De saída do Manchester City, Bernardo Silva abordou, à revista HELLO!, os planos para o futuro. Não, não disse onde iria jogar. Os planos são criar uma família numerosa.

«Sempre quisemos ter uma família grande, e isto é apenas o começo. Não queremos parar no segundo. Não gosto de pensar muito à frente, mas diria com certeza que mais tarde vamos ter um terceiro. Talvez um quarto», revelou. Bernardo e Inês Degener Thomaz anunciaram que esperam o segundo filho este ano. Carlota, a mais velha, tem dois anos.

Inês Degener Thomaz e Bernardo Silva

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O nascimento de Carlota, em agosto de 2023, mudou a vida de Bernardo Silva. «Agora, tudo o que faço baseia-se em querer fazê-la feliz. Em tudo o que fazemos, ela faz parte. Em termos de tempo só para mim e para a Inês, já não o temos, mas ela é fantástica. Porta-se muito bem», confessou.

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Inês e Carlota vão estar nos Estados Unidos para o Mundial, mas a convivência será limitada. «Temos de ficar no hotel como equipa», explicou Bernardo. «Haverá um regime com um horário para vermos as nossas famílias. É bastante difícil estar longe, especialmente dos filhos, mas é aquela parte do ano a que estamos habituados».

A vida em Inglaterra deixou marcas, incluindo uma admiração pelos hábitos de consumo de álcool dos britânicos, não pela quantidade, mas pelo horário. «Em Lisboa, começa-se a beber às 19h, depois vai-se jantar e a noite acaba às 7h da manhã, o que é ridículo. Se vocês saem ao sábado, começam ao meio-dia e as pessoas já se estão a divertir, e depois, às 23h ou à meia-noite, estão em casa e o dia seguinte não fica arruinado. Acho que prefiro à maneira inglesa».

O jogador revelou também a origem curiosa dos nomes dos seus cães. O bulldog francês chama-se John, em homenagem ao seu colega de equipa John Stones. Já o cockapoo chama-se Charles, uma referência ao Rei Carlos III. «Chamámos-lhe Charles porque o fomos buscar ao País de Gales e, na altura, era o Príncipe Carlos de Gales», explicou. «Achámos que também era um ótimo nome para ele». Os cães, descritos como «uma grande presença em casa», adaptaram-se bem à chegada de Carlota. «Ela adora-os. É difícil imaginar a família sem eles».

E quando foi capitão na vitória do Manchester City na Taça de Inglaterra, Bernardo Silva recebeu o troféu das mãos do atual Príncipe de Gales — William. «Já o encontrei algumas vezes antes, na Taça de Inglaterra e em eventos do Mundial, e é ótimo ver o quanto ele gosta de futebol. É uma pessoa muito importante aqui. Ficamos muito felizes sempre que temos a oportunidade de o encontrar».

No seu último jogo pelo Manchester City, contra o Aston Villa, os colegas de equipa fizeram-lhe uma guarda de honra à saída do relvado, um gesto que, apesar de criticado pelo antigo jogador Wayne Rooney, foi muito apreciado pelo português. «O dia foi muito emotivo porque nove anos é muito tempo. O clube, os meus colegas, os adeptos, significam muito para mim. Foi simpático da parte deles terem aquele pequeno gesto. Foi bonito ver o quanto as pessoas no clube se preocupam comigo. É recíproco».

Bernardo Silva e Inês celebram no próximo dia 1 de julho o seu terceiro aniversário de casamento, recordando uma festa no Douro que se prolongou até de manhã. «O casamento terminou às 8h ou 9h da manhã, por isso divertimo-nos», afirmou o jogador.

O sol radiante desse dia contrasta com a sua vida na Grã-Bretanha, numa das cidades mais chuvosas do país. Bernardo admite que a adaptação ao clima foi um desafio. «É difícil para alguém como eu, sendo português e vindo de uma parte diferente da Europa onde não temos isso», confessou, referindo-se à falta de luz e sol. «Tive de me adaptar um pouco à falta de luz, à falta de sol e a muita chuva. Quando olho para trás e vejo o quanto conquistei, torna-se ainda maior [ter tido sucesso apesar do clima]».

O clima, mas também a vontade de estar mais perto da família, em Portugal, condicionará a escolha do novo clube. A carreira de Bernardo Silva deve prosseguir em Espanha, com Atlético Madrid, Real Madrid e Barcelona apontados como hipóteses.

«Em Portugal e no sul da Europa, há pequenas lojas a cada 50 metros na rua onde se pode comer um pastel com um café. Aqui, a forma como se desfruta da comida é um pouco diferente», explicou. «Sinto falta do bacalhau, do marisco, da forma como o cozinhamos. Sou muito português», admitiu ainda o internacional português.

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