Van der Poel vence em Paris, Pogacar pentacampeão do Tour
Pelo segundo ano consecutivo a demonstrar que a derradeira etapa em Paris com três passagens por Montmartre tornou tudo muito mais emocionante e espetacular, Tadej Pogacar (Emirates) tornou a tentar ganhar na Cidade Luz. Esteve perto, mas voltou a não conseguir.
Desta feita ainda se aguentou na luta até a meio da recta final nos Campos Elísios. A a vitória foi para o neerlandês Mathieu Van der Poel (Alpecin), que com ele se isolara deste a última saída de Montmartre e resistiu à aproximação dos perseguidores, mesmo sob a meta.
Com direito a decisão por photo finish, Van der Poel (1.58,49h) arrebatou a 21.ª etapa da 113.ª Volta a França, seguido pelo belga companheiro de equipa Jasper Philipsen (Alpecin) e com o dinamarquês Mads Pedersen (Lidl-Treck) a fechar o pódio à frente de Max Kanter (XDS Astana) e Ben Healy (EF Education-EasyPost), todos com o mesmo tempo. Foi a segunda vitória de Van der Poel nesta edição, a primeira acontecera logo na 9.ª tirada. No total o Neerlandês Voador contabiliza quatro vitórias no Tour (2021, 2025, 2026).
Tendo abandonado do sprint nas últimas centenas de metros Pogacar cortou a meta na 30.ª posição, já a 17s do vencedor, e com o português Nelson Oliveira (Movistar) a já ter passado no 27.º lugar (+8s) no dia em que se tornou recordista mundial de Grandes Voltas completadas com um total de 24 (ler artigo à parte).
A principal festa do fim foi, no entanto, para o esloveno Tadej Pogacar (2020, 2021, 2024, 2025, 2026), que, aos 27 anos, igualou o recorde de triunfos na Grande Boucle: 5. Feito até hoje apenas alcançado pelos franceses Jacques Anquetil (1957, 1961, 1962, 1963, 1964) e Bernard Hinault (1978, 1979, 1981, 1982, 1985), o belga Eddy Merckx (1969, 1970, 1971, 1972, 1974) e o espanhol Miguel Induráin (1991, 1992, 1993, 1994, 1995).
Tendo assumido definitivamente a camisola amarela à 6.ª etapa, depois de a já ter vestido na 3.ª, o bicampeão do mundo esloveno terminou a corrida com cinco vitórias em etapas (3.ª, 6.ª, 10.ª, 14.ª, 19.ª), mais uma do que em 2025, com o tempo total de 73.56,26h, dividindo as honras de pódio com o belga Remco Evenepoel (Red Bull, +6.26m) e o mexicano Isaac Del Toro (Emirates, +9.42), com o fenómeno luso-francês Paul Seixas (Decathlon, +11,56), de 19 anos, a ser quarto classificado e o gaulês Lenny Martinez (Bahrain Victorious, (+13,02) quinto.
Nélson Oliveira foi 65.º (+4.17,56h) entre os 158 corredores que resistiram ao longo das três semanas do Tour. Começaram 176 em representação de 22 equipas.
A camisola dos pontos ficou no corpo do dinamarquês Mads Pedersen (Lidl-Trek), a da montanha no do equatoriano Richard Carapaz (EF Education), a da juventude com o mexicano Isaac Del Toro (Emirates) e a melhor equipa foi a Lidl-Trek, seguida da UAE Emirates e Red Bull.
Em todas as sete participações na Volta a França, Tadej Pogacar leva 27 etapas ganhas e 69 dias vestido de amarelo: 2021 (14 dias), 2022 (5), 2023 (0), 2024 (19), 2025 (13) e 2026 (17). Registo brilhante, mas ainda longe dos conseguidos por Eddy Merckx (111) e a ameçar o obtidos por Bernard Hinault (75).
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