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Vai dar que falar: o prodígio que alimenta as esperanças do México no Mundial 2026
Com apenas 17 anos, Gilberto Mora tornou-se no segundo jogador mais jovem de sempre a atuar num jogo a eliminar de um Campeonato do Mundo, apenas atrás do lendário Pelé. O médio mexicano foi titular contra o Equador no Estádio Azteca, um palco histórico onde o próprio Pelé conquistou o seu terceiro Mundial.
A estreia de Gilberto Mora numa fase a eliminar aconteceu com 17 anos e 259 dias, um marco notável que o coloca logo a seguir a Pelé, que o fez em 1958 com 17 anos e 239 dias. Este feito está a alimentar as esperanças de toda uma nação.
Mora destaca-se por ser o único jogador menor de idade entre os 1.248 atletas que participam no torneio. Num Mundial marcado pela presença de veteranos como Messi, Modric e Ronaldo, o jovem talento representa uma nova geração destemida. O selecionador Aguirre não hesitou em apostar no médio, que se caracteriza pela sua técnica apurada, visão de jogo e drible curto. Apesar da sua baixa estatura, a personalidade em campo e a capacidade de arriscar passes criativos compensam as limitações físicas, que ainda podem evoluir com a idade.
Nascido na região de Chiapas e criado na Baixa Califórnia, Gilberto Mora tem contrato com o Club Tijuana, onde se estreou na primeira divisão mexicana com apenas 15 anos, estabelecendo um recorde nacional. O seu percurso foi acompanhado de perto pelo pai, Gil, um antigo médio profissional que jogou no Toluca e no Veracruz e que atualmente é treinador nas camadas jovens do Tijuana. «Estou feliz por ele, que alcançou o seu sonho», afirmou o pai.
Os colegas mais experientes da seleção, como o avançado ex-Benfica Raúl Jiménez, acolheram bem o jovem, reconhecendo a sua ambição. O futuro de Gilberto Mora parece promissor, sendo já agenciado por Rafaela Pimenta, que representa estrelas como Haaland. Prevê-se que, após o Mundial, se torne um nome cobiçado pelos grandes clubes europeus.
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