Tudo certo nas áreas, incluindo o penálti: a análise de Pedro Henriques ao Benfica-E. Amadora
5’ Faltou cartão amarelo. Kevin Jansson, com ambas as mãos, agarrou, puxou e impediu a progressão de Georgiy Sudakov, quando este fugia pelo seu corredor esquerdo. O médio ucraniano dos encarnados pôs-se também a jeito ao fazer o gesto para o árbitro a pedir cartão amarelo para o adversário.
5’. Jansson esticou a perna direita, acabando por tocar e rasteirar a perna esquerda de Pavlidis. Uma entrada negligente que, por ter ocorrido numa zona central e já próximo da área, acabou por cortar um ataque prometedor. Cartão amarelo bem mostrado.
32’ Ianis Stoica chega tarde e, com a ponta do pé direito, pontapeia a perna esquerda, quase ao nível do joelho, de Nicolás Otamendi. Uma entrada negligente, bem sancionada disciplinarmente com o respetivo cartão amarelo.
37’ Enzo Barrenechea entrou em tacle deslizante e, embora no momento final do contacto estivesse com as pernas encolhidas, acertou com a sola do pé esquerdo no tornozelo esquerdo de Jorge Meireles. Cartão amarelo (com a ajuda do árbitro assistente) bem mostrado por esta entrada negligente.
45’ Fredrik Aursnes viu cartão amarelo por agarrar e puxar Jorge Meireles, quando este seguia em velocidade na direção da área dos encarnados, cortando desta forma um ataque prometedor. Na sequência do lance, e por palavras dirigidas ao árbitro, António Silva também viu cartão amarelo.
45’ Foram dados cinco minutos de tempo extra, em virtude do golo marcado, dos quatro cartões amarelos mostrados e das três assistências médicas no terreno de jogo a jogadores lesionados.
45+3’ Sem penálti. Sudakov perde o esférico sem que tenha sofrido qualquer infração, já no interior da área do Estrela. Depois, Patrick toca na bola com o calcanhar, fazendo com que esta, de ressalto e a curta distância, vá bater na mão direita de Jansson, que se encontrava no chão.
52’ Pisão. Bem assinalado o pontapé de penálti a favor dos encarnados. Jefferson Encada falha a entrada à bola e acaba por, de forma negligente, com o pé direito e de sola, pisar o pé/tornozelo direito de Sidny Cabral, derrubando-o no interior da área do Estrela.
58’ Sem fora de jogo. O terceiro golo dos encarnados foi legal. Para analisar o eventual fora de jogo de Sidny Cabral, conta o momento do passe do seu colega, o guarda-redes Trubin, e nesse instante, mesmo sem imagem totalmente esclarecedora, fica a ideia de que estava em jogo. Posteriormente, quem acaba por fazer a assistência para o golo de cabeça é Bernardo Schappo, e não Pavlidis, ou seja, a bola vem do adversário, que joga o esférico de forma deliberada. Assim, porque no momento do passe de Trubin Sidny estava em jogo e porque depois não foi Pavlidis que tocou na bola, mas sim Schappo, está tudo certo e sem qualquer infração à Lei do Fora de Jogo.
61’ Braços mútuos. Há uma queda na área de Nicolás Otamendi após um pontapé de canto. O capitão dos encarnados choca de frente com Luan Patrick, sendo que ambos usam as mãos um sobre o outro de forma mútua. Boa decisão do árbitro: lance sem motivo para pontapé de penálti.
62’ Sem falta. Queda na área de António Silva, novamente num lance com Luan Patrick, mas, uma vez mais, sem motivo para penálti. O defesa brasileiro do Estrela tem o cuidado de se encolher antes do possível contacto com o central encarnado, que se deixa cair no relvado após o salto.
90’ O árbitro deu apenas um minuto de tempo extra, de compensação, no final da segunda parte, o que foi manifestamente insuficiente em função das incidências ocorridas: três golos, um penálti, dois cartões amarelos e, sobretudo, seis paragens para substituições, nas quais entraram nove jogadores. Esta competição, em termos classificativos, também se decide pelos golos marcados e sofridos, pelo que o tempo de compensação, independentemente do resultado, deve ser sempre dado de forma assertiva e correta.
Árbitro David Silva (A.F.Porto) – 32 anos
Árbitros assistentes Carlos Campos e Nelson Cunha
4.º árbitro José Rodrigues
VAR João Malheiro Pinto
AVAR Pedro Felisberto
NOTA DO ÁRBITRO 6