Pany Varela foi um dos melhores em campo - Foto: FPF
Pany Varela foi um dos melhores em campo - Foto: FPF

Implacável Jesús travou sonho de Portugal revalidar o título (crónica)

Rúben Góis expulso antes do intervalo; Espanha inaugurou o marcador aos 16 segundos do reatamento; lusos operaram reviravolta; em 5x4 'nuestros hermanos' igualaram. Nos penáltis houve 'azar': eis o filme da derrota de Portugal diante a Espanha

A Arena Niterói, no Brasil, vestiu-se de gala para acolher mais um capítulo da rivalidade eterna do futsal mundial, mas o desfecho acabou por ser cruel para as cores portuguesas, com a Espanha a carimbar o passaporte para a final da Finalíssima — Portugal venceu a primeira edição —, após um jogo de alta voltagem que terminou decidido na marca das grandes penalidades.

 O duelo ibérico começou com sinal mais para a equipa lusa, depois os espanhóis foram crescendo, Portugal sofreu revés com a expulsão de Rúben Góis, por agressão a Novoa, mas, ainda assim, o nulo  ao intervalo espelhava o equilíbrio.

Contudo,  logo após o pontapé de saída no reatamento, Raya inaugurou o marcador e a reação lusa não tardou: Rúben Teixeira igualou numa jogada de laboratório, com Silvestre Ferreira a cobrar um canto, depois, através de um futsal vertical, rendilhado e de altíssima intensidade, a equipa das quinas operou a reviravolta com Hugo Neves a assinar o segundo golo, depois de trabalho exímio de Pany Varela, a fintar na linha lateral, e a serviu o golo de bandeja ao camisola 5.

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Quando o o bilhete para a final parecia uma certeza, com o cronómetro a assinalar entrada para o último minuto, balde de gelo a contrastar com o calor sufocante se Niterói: a jogar em 5x4, com Antonio Pérez com guarda-redes avançado, Rivillos serviu bem González que, ao segundo poste, só teve de encostar... 

Na roleta dos penáltis (só a final é que tem prolongamento), os espanhóis foram mais eficazes (Rivera viu André Correia defender), enquanto Portugal desperdiçou dois (Jesús Herrero defendeu remate de Pany Varela e Lúcio Rocha viu o guardião voltar a defender). 

Resta agora a Portugal discutir o jogo de atribuição de 3.º e 4.º lugares, no domingo (17h30), diante do derrotado do jogo Brasil-Argentina (esta madrugada). 

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