Jorge Braz não muda e antecipa Finalíssima: «Espanha? Fosse quem fosse...»
A pouco mais de uma semana de se jogar as meias-finais da Finalíssima diante da Espanha (6 de novembro), com a perspetiva de defrontar o Brasil ou a Argentina na final, Jorge Braz anunciou os 14 convocados de Portugal para esta deslocação à América do Sul e fez já uma antevisão da partida.
O selecionador nacional não mudou a convocatória relativamente ao recente estágio para a fase de qualificação do Campeonato do Mundo: André Correia, Bernardo Paçó, Diogo Santos, André Coelho, Tomás Paçó, Hugo Neves, Rúben Gois, Afonso, Pany Varela, Kutchy, Lúcio Rocha, Pauleta, Rúben Teixeira e Silvestre Ferreira.
Jorge Braz mostrou-se focado na meia-final e desvalorizou apanhar a Espanha. «Fosse quem fosse... uma competição onde estão as quatro melhores seleções do mundo e a expectativa é jogar o jogo, chegar à final da Finalissima. Agora estamos só precupados com a Espanha, o último jogo não foi favorável [derrota na final do Euro], mas não é por aí. Preocupados em sermos nós outra vez, gostar de jogar e com a mesma ambição. Vencer para jogar o jogo decisivo. É esse o pensamento», começou por dizer, em conferência de imprensa, sendo questionado sobre se o estágio recente pesou na escolha.
«Sim, pesou. Dar continuidade ao processo. Crescemos muito, melhorámos ao longo do estágio. É o momento atual, tem de ser sempre assim: escolher os 14 que estão em melhores condições. Claro que esta proximidade temporal terá sempre alguma influência», explicou, elogiando Rúben Gois.
«Representar a Seleção é sempre igual, seja o que for. Existe sempre essa carga emocional competitiva. Não é por aí, é olhar para a prestação deles no seio da seleção, nos clubes. Essa continuidade... o Rúben tem estado num nível muito interessante, oferece detalhes importants para nós. Por isso, mantém-se na convocatória», apontou, apontando a diferença para preparar e jogar a Finalíssima com Europeus ou Mundiais.
«É ligeiramente diferente. São dois jogos. O que interessa é o jogo com a Espanha. Etapa a etapa. Temos de vencer, são jogos a eliminar. Um período muito curto com um espaço de preparação muito curto, com viagem, adaptação, preparação extremamente reduzida. É jogar, sermos nós mais uma vez. A sensação é de jogar uma competição onde estão as quatro melhores seleções do mundo, parece-me claro. É só para isso que olhamos, as sensações são extremamente competitivas. O que conquistámos no passado orgulha-nos imenso e o futsal português, mas nada é mais importante do que podes vir a conquistar no futuro, nada. É com esta ambição e vontade, com sensações extremamente positivas de ter a oportunidade de estar a disputar mais um título para o futsal português», atirou, mostrando-se aberto a causar surpresas frente à Espanha.
«Surpreender podemos surpreender sempre. Queremos sempre mais, estar um passo à frente. Podemos sempre melhorar, mas olhando para a última vez que nos encontrámos... Ainda está muito fresco na memória, mas é sermos nós, consistentes. Se for preciso grandes penalidades, mas sermos nós, inovar e melhorar pode-se sempre. Foi o que fizemos nos últimos jogos. Descansar e agora disputar um título. Inovar é perceber o que fazemos e o que já fizemos muito bem. Isso tem de se manter. Vamos ver se conseguimos surpreender, mas preocupados connosco. Se fizermos as nossas coisa bem feitas, estamos sempre mais próximos», concluiu.