Torreense motivado na Noruega: «Data histórica para todos, mas são 11 contra 11...»
Contagem decrescente para (mais) um momento absolutamente inolvidável na vida do Torreense: o emblema do Oeste estreia-se esta quinta-feira na UEFA Europa League.
Quando o relógio marcar as 20h (hora portuguesa), a bola começará a rolar no Arasen Stadion, em Lillestrom, e nessa altura começará a haver uma enorme mancha azul-grená nos relvados da segunda competição mais importante de clubes da UEFA.
Na antecâmara deste embate da Noruega, Carlos Simões foi o porta-voz da equipa técnica do Torreense — o adjunto substituiu Luís Tralhão na conferência de Imprensa, uma vez que o chefe de equipa não pode assumir essa função devido ao facto de não possuir o curso UEFA PRO, como é obrigatório ao abrigo dos regulamentos — e os dados foram devidamente lançados: o conjunto português tem perfeita noção de que está a entrar num mundo novo, mas ambição é coisa que não falta ao grupo.
«Sabemos que é uma equipa muito forte, que também atingiu a Liga Europa através da conquista da taça [da Noruega]. Tem jogadores muito competentes, é uma equipa que tem algum historial nas competições europeias, mas nós estamos aqui para competir. Sabemos da nossa realidade, sabemos da realidade do Lillestrom, não podemos comparar, mas estamos cá para competir. É uma equipa forte e vai ser um enorme desafio», começou por dizer.
Os adeptos nórdicos são, por norma, sinónimo de 12.º jogador, mas a turma lusitana também está preparada para esse ruído que emanará das bancadas do recinto do Lillestrom: «É um ambiente muito bom, muito forte, com bastante público e um apoio fervoroso, mas estamos preparados para isso. Possivelmente vão ter uma entrada forte, mas nós, como sempre acontece, preparámo-nos ao máximo durante a semana. Estamos motivados, temos uma cidade nas nossas costas que está connosco e estamos a sentir essa força. Vamos lutar com todas as nossas forças para fazermos o melhor que podemos.»
O fator psicológico tem, naturalmente o seu peso, ou não fosse esse um jogo totalmente diferente da realidade a que o Torreense está habituado, mas a vontade promete ser o trunfo para que todo e qualquer obstáculo possa ser superado. «Para estes jogos é muito fácil trabalhar com os jogadores, eles estão altamente motivados e entusiasmados. Quanto melhor perceberem o processo e as tarefas que têm de fazer durante o jogo, mais ameniza a parte do nervosismo. Não é fácil, obviamente, estaria a mentir se dissesse que estamos completamente tranquilos. É uma data histórica para todos, jogadores, clube, adeptos, treinadores, mas quando o árbitro apitar serão 11 contra 11 e lá dentro vamos ver quem é o melhor. Sabemos das diferenças, mas há uma ambição muito grande», assumiu Carlos Simões.
A finalizar, o treinador-adjunto da formação de Torres Vedras reforçou a tese estratégica: «O trabalho não difere muito. Temos de perceber como é que o adversário joga e saber como podemos ultrapassá-lo. É estarmos focados ao máximo no nosso modelo de jogo.»