Textor afastado em definitivo: grupo dono de Lyon e Botafogo tem novo diretor
John Textor foi definitivamente afastado do cargo de diretor do grupo que detém Lyon e Botafogo. A decisão foi tomada pelos administradores do clube, incluindo a Ares e Michele Kang, que nomearam a empresa Cork Gully como nova administradora judicial da Eagle Football Holdings Bidco.
A nomeação, ocorrida na tarde de sexta-feira, surge na sequência de «incumprimentos de obrigações financeiras», conforme detalhado num comunicado da Cork Gully enviado à RMC Sport. A empresa foi designada «administradora judicial da Eagle Football Holdings Bidco Limited ao abrigo do direito inglês dos processos de insolvência».
Este desenvolvimento representa um golpe significativo para o empresário norte-americano, que perdeu o poder no clube em junho e falhou uma tentativa de o recuperar em janeiro. Desde então, Textor tem multiplicado as ações judiciais e mediáticas na tentativa de reverter a situação, uma estratégia que parece ter esgotado a paciência dos credores.
A decisão de nomear um administrador judicial foi tomada pela Ares após discussões com outras partes interessadas, como Michele Kang. Com esta medida, os poderes de John Textor ficam suspensos. «A partir da sua nomeação, os administradores judiciais assumem o controlo da Eagle Bidco e os poderes dos seus dirigentes são suspensos, em conformidade com o direito inglês», explica o comunicado. No entanto, é sublinhado que o processo se limita exclusivamente à Eagle Bidco, garantindo que as operações diárias dos clubes de futebol, incluindo o Lyon e o Botafogo, não serão afetadas.
«Este procedimento está exclusivamente ligado à Eagle Bidco, nenhum clube de futebol foi objeto de um processo de insolvência e as atividades quotidianas, o calendário de jogos e as atividades desportivas prosseguem normalmente», pode ler-se na nota, que visa tranquilizar os adeptos.
O objetivo principal da administração judicial é «instaurar um quadro estruturado para preservar o valor e a continuidade das atividades, e não perturbar os clubes ou os seus adeptos». A Ares, principal credora, deixou claro que a prioridade é a sobrevivência do Lyon, orientado pelo português Paulo Fonseca.
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