Ex-adjunto de Artur Jorge pode render Anselmi no Botafogo
O Botafogo intensificou a busca por um novo treinador para suceder ao argentino Martín Anselmi, ex-técnico do FC Porto, demitido após apenas três meses no cargo. O processo decorre num período conturbado para o clube, tanto a nível financeiro como institucional.
A direção do clube carioca começou a contactar potenciais candidatos apenas na última quarta-feira, apesar de a demissão o argentino ter ocorrido no domingo anterior. Foram realizadas conversas informais com os representantes de Hernán Crespo e Tite, com o objetivo de sondar as suas condições financeiras e ambições de carreira.
No entanto, Tite já terá manifestado não ter intenção de assumir o comando de uma equipa brasileira neste momento. Além destes, outros nomes bem cotados internamente incluem Juan Pablo Vojvoda e Fernando Diniz.
A lista de potenciais sucessores não se fica por aqui. Franclim Carvalho, que foi adjunto de Artur Jorge mas não o acompanhou para o Cruzeiro, também é uma possibilidade, segundo o Globo Esporte, uma vez que o Fogão tem conhecimento do seu desejo de iniciar uma carreira como treinador principal.
Refira-se que o português não acompanhou o técnico ex-Al Rayyan na nova aventura no Brasil e o seu nome ganha força também em Tondela, para render Cristiano Bacci
A escolha do novo técnico segue uma metodologia rigorosa. Desde o final de 2024, o clube tem vindo a construir uma base de dados para analisar treinadores e os seus estilos de jogo. A direção de futebol no Brasil realiza uma pré-seleção, atribuindo uma pontuação a cada perfil. As análises são depois enviadas a John Textor, que toma a decisão final no processo de contratação.
Recorde-se que a saída de Martín Anselmi foi consumada mesmo após uma vitória sobre o Bragantino. A sua continuidade já estava em causa desde a eliminação na Taça Libertadores, existindo uma clara divergência de opiniões. Enquanto os jogadores e a direção no Brasil apoiavam a permanência do técnico, Textor manteve-se irredutível na sua decisão de o demitir, não cedendo nem mesmo após uma conversa com os capitães da equipa.
Nos bastidores, já se antecipava que a crise financeira e os conflitos fora de campo pudessem dificultar a contratação de um substituto, gerando um clima de insegurança em torno do futuro do clube.