Álvaro Arbeloa terá a vantagem de não ter jogos a meio da semana até ao duelo com o Benfica para a UEFA Champions League - FOTO IMAGO
Álvaro Arbeloa terá a vantagem de não ter jogos a meio da semana até ao duelo com o Benfica para a UEFA Champions League - FOTO IMAGO
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Teste de fogo para Arbeloa antes do Benfica

Treinador terá jogo muito complicado em Valência. Foi criticado por dar dois dias de folga aos jogadores e algumas das suas opções têm sido colocadas em causa

MADRID — Cada dia que passa é um menos para os jogos de play-off que decidirão o futuro do Benfica e do Real Madrid na UEFA Champions League. Eliminado da Taça do Rei no dia da sua péssima estreia como novo treinador, Álvaro Arbeloa ficou, porém, com o privilégio de, até ao desafio na Luz, não ter qualquer jogo a meio da semana, o que lhe permite poder trabalhar, com tranquilidade e sem pressão, os aspetos físicos e táticos em que a equipa pode melhorar.

Para começar, depois da suada vitória sobre o Rayo Vallecano, o técnico resolveu dar dois dias livres aos jogadores, decisão não muito bem acolhida entre os madridistas, que a consideram um prémio exagerado para o que a equipa tem vindo a oferecer. Em vez de descanso, o que futebolistas necessitam é dedicar-se mais e melhor, consideram os críticos.

Disso, na parte física, se ocupa o preparador italiano António Pintus, que, no primeiro treino após as mini-férias, obrigou os jogadores a fazerem uma série de testes com a ajuda de uma máscara capaz de medir o rendimento aeróbico, a capacidade de esforço e a eficiência respiratória, o que permite conhecer o verdadeiro estado físico de cada um deles e desenhar, de forma personalizada, o programa de preparação que necessitam.

O que não se sabe é se este método poderá ajudar, ou não, a pôr fim à autêntica praga de lesões que tem vindo a assolar o plantel e cuja origem é misteriosa. Quase todos os jogadores se viram já atingidos e o último foi Jude Bellingham, que não estará disponível para defrontar o Benfica.

Além da parte física, a imagem de jogo que tem vindo a oferecer continua sem ser convincente e começa a surgir a dúvida sobre se valeu a pena mudar de treinador para que tudo se mantenha na mesma.

Todos os olhares estão virados para Arbeloa que, depois de ter deixado a equipa fora da Taça e dos oito primeiros da Champions, está obrigado a pôr as coisas a funcionar, que o balneário o respeite, que a turma adquira personalidade e não viva em permanente desordem tática e que a figura dele próprio seja respeitada e não comece a ser posta em questão.

No domingo, em Valência, será uma nova e nada fácil prova de fogo para ele e para a equipa. Os valencianos têm o inconveniente de terem disputado, a meia da semana, um desgastante desafio da Taça contra o Ath. Bilbao, mas têm a vantagem de jogar em casa, onde, com o apoio do seu público, sempre foram para o Real Madrid um osso muito duro de roer.

Para este complicado compromisso, Arbeloa não poderá contar com Bellingham, lesionado, nem com Vinícius, castigado. Asensio tem um problema na tíbia e só aguenta, com sacrifício, meio desafio, enquanto Rudiger continua lesionado, Militão tem ainda muito que trabalhar até estar curado.

Acresce a esta situação que Huijsen e Mastantuono estão a dar muito menos do que a princípio prometeram e também não se entendem as dúvidas de Arbeloa em relação a Carreras. Certamente, Florentino Pérez não terá gostado de, depois de ter pago 50 milhões de euros por ele ao Benfica, o veja sentado no banco e o seu lugar a ser ocupado por um médio, Camavinga, como sucedeu no jogo contra o Rayo do passado domingo.

Começará a ser preocupante se o treinador repetir, em Valência, essa polémica decisão. Muito do futuro de Arbeloa estará em jogo nesta complicada deslocação a também pelas decisões que tomar.

Entretanto, o brasileiro Endrink, faz furor no Lyon, onde, desde Dezembro, está cedido pelo Real. Já marcou cinco golos, Paulo Fonseca está feliz com ele depois de Xabi Alonso e Arbeloa o terem completamente ignorado.

Diga-se ainda que sobre Vinícius, o indivíduo que em Albacete lhe mandou uma casca de banana, foi identificado pela polícia e terá de pagar uma multa de 5 mil euros e estará um ano sem poder entrar nos estádios espanhóis.

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