Bem-vindo de volta, Zicky Foto: Manuel de Almeida/LUSA
Bem-vindo de volta, Zicky Foto: Manuel de Almeida/LUSA

Sporting vence dérbi de loucos e apura-se para a 'final four' da Champions

Leões marcaram quatro golos nos primeiros seis minutos, permitiram no empate na eliminatória, mas acabaram por garantir o bilhete que fizeram por merecer ao longo da partida. Expulsões de Pany Varela e Arthur complicaram a recuperação encarnada

O Sporting venceu o Benfica por 7-4 na segunda mão dos quartos de final da UEFA Champions League de Futsal. Os leões ultrapassaram a desvantagem que traziam do primeiro jogo (3-4), disputado no Pavilhão da Luz, com nota artística, coração e muita inteligência.

Os comandos de Nuno Dias, embalados pelo Pavilhão João Rocha a arder, entraram a todo o gás e precisaram de apenas 55 segundos para empatar a eliminatória. Bernardo Paçó foi convidado a galgar metros com a bola controlada, não se fez de rogado e atirou a contar com um míssil sem hipóteses para Gugiel.

O guardião brasileiro era peça basilar na primeira fase de construção das águias, mas meteu os pés pelas mãos aos 3'. Gugiel perdeu a bola em zona subida e Zicky Té iniciou uma transição rápida, quando restava apenas Pany Varela na defesa do fundo das redes encarnadas.

Já dentro da grande área, o ás dos leões rematou contra o braço do veterano do Benfica que nem esboçou qualquer protesto quando recebeu ordem de expulsão. Bruno Pinto não tremeu na marcação do castigo máximo e colocou o Sporting na frente da eliminatória.

A avalanche verde e branca só estava a começar, que o diga Gugiel. O guardião do Benfica voltou a facilitar, desta vez passando diretamente para os pés de Wesley que, com licença para rematar, marcou o 3-0 aos 4'.

Os leões não tiraram o pé do acelerador e chegaram à chapa 4 aos 6'. Zicky voltou a recuperar a bola em zona subida, galgou metros e, apenas com Gugiel pela frente, assistiu Tomás Paçó, que só precisou de encostar para uma baliza deserta.

A avalanche verde e branca, assente em altos níveis de agressividade, refletiu-se numa série de cinco faltas cometidas nos primeiros onze minutos de jogo. O fantasma do livre de dez metros provocou o recuo dos leões e potenciou o atrevimento encarnado.

Silvestre reduziu a desvantagem aos 13' com um remate exterior, sem hipóteses para Paçó. Nuno Dias respondeu com um time-out imediato... que não surtiu o efeito desejado. Arthur, três minutos depois do primeiro das águias, deixou a turma de Cassiano Klein a um golo do empate na eliminatória, ao intervalo com novo remate colocado.

As águias entraram na segunda parte a todo o gás e empataram a eliminatória, ao fim de 23 segundos. André Coelho foi feliz, mas Tomás Paçó respondeu dois minutos depois, na sequência de um canto. O Benfica votlou à carga, aproveitou o adormecimento verde e branco e voltou a bater Paçó, aos 26'.

Peléh desviou ao primeiro poste um cruzamento de Silvestre, uma das unidades das águias durante a partida, e voltou a empatar a eliminatória. As águias continuavam, ainda assim, em desvantagem no marcador.

O comandados de Cassiano Klein assumiram o controloda posse de bola, mas as transições rápidas ofensivas dos leões revelaram-se fatais. Carlos Monteiro travou em falta Bruno Maior em zona proibida, os leões beneficiaram de um livre direto e Diogo Santos, à boca da baliza, desviou para o fundo das redes encarnadas.

As águias ainda tentavam assimilar o sexto golo sofrido quando Arthur foi expulso por protestos, no minuto seguinte. Os leões aproveitaram a vantagem numérica e marcaram poucos segundos depois, à boleia do bis de Bruno Pinto.

Cassiano Klein ainda apostou no 5x4, mas as águias, sem duas das principais figuras, nunca voltaram a encontra-se na eliminatória. Os leões venceram por 10-8 no agregado e selaram o bilhete para a cidade italiana de Pesaro, onde vai decorrer a final four da Champions, a 8 e 10 de maio.