Ricardo Domingues, presidente da APAJO, explica campanha de combate aos operadores de apostas ilegais

Chegou o VAR para denunciar operadores ilegais de apostas

Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online criou campanha e conta com denúncias de todos.... Grosso modo, quatro em cada 10 apostadores está a alimentar a ilegalidade e a correr riscos sem sequer saber...

Segundo o estudo anual Hábitos de Jogo Online dos Portugueses, realizado pela Aximage para a Associação Portuguesa de Apostas e Jogo Oline (APAJO), 40 por cento dos portugueses que jogam online ainda o fazem em operadores ilegais. E um dado muito curioso: a maioria não sabe que são ilegais.

Operadores que usam redes sociais, influenciadores, artigos patrocinados em meios digitais, banners em sites de referência através de inventários de publicidade programática, entre outros meios de passar uma imagem de legalidade. Sites com depósitos e pagamento de prémios sem proteção; imunes à possibilidade de recurso legal em Portugal; que colocam os dados dos jogadores mais expostos e sites que não pagam impostos. Estes os alertas da APAJO e explicados esta terça-feira em A BOLA TV por Ricardo Domingues, Presidente do Conselho Diretivo.

A APAJO junta os operadores legais de apostas desportivas, enumerados no site oficial, e decidiu avançar com uma campanha para decorrer durante o Mundial a que apelidou de VAR (Verificação de Apostas Registadas). Ricardo Domingues explicou que na página de instagram ou em var-mundial.com será possível aos apostadores fazerem denúncias ou tirarem dúvidas de forma anónima.

«Podem mandar imagens, vídeos ou um link. Nós fazemos uma validação de legalidade e partilhamos as conclusões. Queremos que o apostador crie hábitos de garantia de legalidade. No final do Mundial, recolhemos todas as evidências e elaboramos um relatório para enviar às autoridades», explicou Ricardo Domingues.

O presidente da APAJO defende que os operadores legais de apostas desportivas têm feito um trabalho meritório no âmbito da autorregulação, legalidade e proteção do consumidor, «criando um ambiente seguro», com destaque para a «verificação de idoneidade, capacidade financeira, garantias bancárias, verificação e homologação de sistemas, acompanhamento permanente do regulador». Muito atento ainda a questões como controlo de idades, fixação e limites de aposta, garantia de respeito pela auto-exclusão, proteção de dados e cumprimento das obrigações de transação comercial. «Não é por acaso que é o próprio ministro da economia a referir-se ao jogo ilegal como uma praga».

Em jeito de conselho final, Ricardo Domingues aconselha os apostadores a garantirem que estão a apostar em sites legais, à «prática higiénica de fixação de limites de apostas» e a uma «relação lúdica e saudável com o jogo»

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