Grande jogo no Pavilhão da Luz (foto FPB)

FC Porto vence na Luz após prolongamento e empata a final

Dragões impuseram-se por 102-98 no segundo jogo das finais da Liga e ganham fator-casa

O FC Porto venceu o Benfica por 102-98, após prolongamento, esta terça-feira, no Pavilhão da Luz, no segundo jogo da final do play-off da Liga e empatou a série, que se transfere a partir de agora para o Dragão Arena, onde se vão disputar os próximos dois duelos. Se necessário — ou seja, se nenhuma das equipas vencer os próximos dois jogos — haverá Jogo 5 em Lisboa para decidir o campeão.

Os portistas protagonizaram uma entrada autoritária no clássico e chegaram a desfrutar de uma vantagem de 12 pontos, mas a reação encarnada na reta final da primeira parte permitiu às águias anularem o atraso e chegarem ao intervalo empatadas a 55 pontos.

Os dragões entraram mais certeiros e, impulsionados por dois triplos nos primeiros quatro minutos, construíram uma vantagem inicial de cinco pontos (7-12). O Benfica respondeu com um parcial de 4-0 para reduzir a diferença, mas o primeiro período pertenceu claramente aos portistas.

O grande desequilíbrio esteve na eficácia de lançamento exterior. O FC Porto converteu sete triplos nos primeiros dez minutos, com destaque para a mão quente de Tanner Omlid, irrepreensível da linha de três pontos, ao acertar os quatro lançamentos que tentou. Wesley Washpun juntou dois triplos sem falhar e Cornelius Hudson acrescentou mais um, ajudando os azuis e brancos a fecharem o primeiro quarto na frente por 24-31. Ainda assim, uma jogada de dois pontos com falta convertida por Koby McEwen permitiu ao Benfica limitar os estragos antes da primeira pausa.

A formação orientada por Fernando Sá manteve o mesmo ritmo no arranque do segundo período e voltou rapidamente aos dez pontos de vantagem (26-36). Aaron Broussard travou momentaneamente o ímpeto portista com um triplo, mas o FC Porto continuou a controlar as operações. Um afundanço de Hudson elevou pela primeira vez a diferença para lá da dezena (31-43), colocando os visitantes na posição mais confortável da tarde.

Quando parecia que os dragões tinham o encontro sob controlo, surgiu a resposta benfiquista. Broussard liderou a recuperação das águias e, com uma jogada de três pontos, reduziu a desvantagem para oito pontos. O Benfica foi ganhando confiança e intensidade, encurtando sucessivamente a distância até chegar aos três pontos de atraso (46-49), obrigando Fernando Sá a pedir desconto de tempo.

A reta final da primeira parte trouxe ainda mais emoção ao clássico. Uma falta ofensiva de Washpun abriu a porta a nova aproximação encarnada. Gene Crandall converteu apenas um dos dois lances livres de que dispôs para fazer o 49-51, mas Broussard voltou a aparecer para colocar o Benfica a apenas um ponto. Já sobre a buzina para o intervalo, Crandall lançou de longa distância e acertou um triplo espetacular que restabeleceu a igualdade no marcador.

O terceiro período manteve o elevado ritmo e equilíbrio que já tinham marcado a primeira parte. Depois de o FC Porto marcar os primeiros pontos após o intervalo, um triplo de Betinho Gomes colocou o Benfica na frente pela primeira vez no encontro (58-57).

A resposta portista surgiu pela mão de Cornelius Hudson, que continuou em destaque no ataque azul e branco e chegou aos 25 pontos com mais um triplo (60-65). Ainda assim, os encarnados mantiveram-se sempre por perto, impulsionados por um inspirado Geno Crandall.

Num quarto marcado por sucessivas trocas de liderança, Justice Sueing devolveu a vantagem ao Benfica (72-71), mas Hudson respondeu de imediato com mais um lançamento de três pontos para recolocar o FC Porto na frente.

Já sobre a buzina, uma falta antidesportiva de Robert Beran Jr. permitiu ao Benfica somar três pontos da linha de lance livre por intermédio de Koby McEwen e Diogo Gameiro, fechando o terceiro período em vantagem por 77-74.

O último período arranca com cinco pontos para o Benfica, incluindo um triplo de Aleksander Dziewa a proporcionar o maior avanço das águias até então: 8 pontos (82-74). Fernando Sá pára o jogo pouco antes de o próprio cometer uma falta técnica que eleva a diferença dos anfitriões para 11 pontos.

Cornelius Hudson atinge 32 pontos (de totais 38 no final dos 40 minutos) a 3.40 minutos do final, reduzindo a distância entre as equipas para apenas quatro pontos (91-87), sobressaltando Norberto Alves, que solicitou desconto de tempo. A cinco minutos do final do período, Crandall comete a quinta falta e é excluído - enorme baixa nos encarnados.

Os últimos minutos foram de enorme emoção, com as equipas muito próximas no marcador, mas com o Benfica a resistir na liderança. Até que após desconto de tempo pedido por Fernando Sá, o inevitável Hudson sacou um triplo e empatou o jogo (94) a 22 segundos do final. No derradeiro ataque, o Benfica falhou em duas vezes que atirou ao cesto e jogo foi para prolongamento.

Esta conquista tardia motivou o FC Porto e a perda do jogo que tinha na mão esmoreceu o Benfica, que se desconcentrou no ataque, tendo marcado apenas quatro pontos em cinco minutos, contra oito dos dragões.

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