Joel Rocha é o treinador da equipa de futsal do SC Braga - Foto: A BOLA
Joel Rocha é o treinador da equipa de futsal do SC Braga - Foto: A BOLA

Um outro olhar

Ecos da Pedreira é o espaço de opinião de Diogo Costa, médico interno de Psiquiatria e associado do SC Braga

Porque já muito foi dito ao longo da época sobre a prestação da equipa A do SC Braga, eis um outro olhar ao que foi feito em 2025/2026 na Capital do Minho.

A equipa B arrancou com Simão Freitas como treinador, que saiu por motivos pessoais após duas jornadas, tendo sido nomeado Ruca Sá como substituto, em divisão do cargo com André Pinto.

Estes, por sua vez, viram-se dispensados antes da última jornada, surgindo Rúben Teles para o derradeiro jogo. Se, por um lado, se falhou a fase de apuramento de campeão por meros 3 pontos, por outro, apenas 1 ponto foi somado nas 5 últimas jornadas da fase de despromoção. Desse modo, a equipa viu-se relegada ao quarto escalão. Um duro castigo para o clube, que deverá ser também um ensinamento para os jovens jogadores envolvidos neste trajeto. Que a realidade do Campeonato de Portugal lhes aporte a humildade e seriedade necessárias para o bom desempenho da sua profissão.

Ainda na formação, a equipa de sub-23 qualificou-se para a fase de apuramento de campeão, onde terminou em 5.º lugar. Paralelamente, na Taça Revelação, foi afastada na sua primeira eliminatória, frente ao Benfica. A equipa de Juniores, comandada por Pedro Pires, campeão nacional do escalão em 2023/2024, falhou surpreendentemente a qualificação para a fase de apuramento de campeão, tendo posteriormente cumprido tranquilamente o objetivo mínimo da manutenção. Já os Juvenis terminaram a primeira fase no 2.º lugar, atrás do FC Porto, que foi coroado campeão nacional. Na fase final, o percurso foi meritório, perspetivando-se um lugar de pódio.

Saltando para o futebol feminino, a época de estreia plena do Estádio Amélia Morais ficou marcada por sentimentos de desilusão. Ainda cedo, a qualificação para a fase de liga da Liga dos Campeões foi falhada, com posterior eliminação da Women’s Europa Cup. No campeonato, o desempenho foi bastante mediano, com um pobre 5.º lugar e marcada redução pontual comparativamente ao ano anterior. A expectativa em torno da contratação de Marwin Bolz não foi correspondida, esperando-se agora nova revolução no plantel, com vista a uma melhoria dos resultados.

Duas breves notas para modalidades de pavilhão. O bom trabalho de João Santos no voleibol continua. Atingiu-se a melhor classificação de sempre na fase regular, tendo o campeonato, e desta vez também a Taça de Portugal, escapado para o FC Porto nas respetivas finais.

No futsal, a época foi discreta, com eliminações precoces nas Taças. Na fase final do campeonato, a equipa foi estoicamente capaz de levar o campeão europeu, Sporting, ao jogo 3 das meias-finais, de onde saiu derrotada. Fica novamente a impressão de que Joel Rocha merece e honra o cargo que desempenha.

Que estes resultados sejam analisados e sirvam de motivação para que não se repitam erros evitáveis. Por fim, note-se que neste texto, tal como em Braga, não há qualquer problema ou dificuldade em nomear os adversários, sejam eles rivais ou não. A boa convivência no desporto assim o exige. Que venha daí o Mundial.

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