Sporting: Rui Borges volta à casa de partida
A vida dá muitas volta e no futebol então nem se fala. No sábado Rui Borges volta à casa de partida. Foi em Moreira de Cónegos que o agora treinador do Sporting iniciou a caminha no principal escalão do futebol português, em 2023/2024, após uma temporada dividida entre Vilafranquense e Mafra, dois projetos em que deixou marca positiva.
Em Vila Franca de Xira manteve a equipa na metade superior da tabela classificativa e em Mafra conduziu o clube à melhor classificação de sempre até então na Liga 2 (6.º lugar). Dois registos que lhe serviram de trampolim para a Liga, ao comando do Moreirense, que, em 2023/2024 regressava aos palcos entre os grandes nacionais.
A BOLA falou com Kewin Silva, guarda-redes que foi peça fundamental na equipa dos cónegos sob a batuta de Rui Borges, destacando-se na temporada histórica onde o clube obteve a melhor pontuação de sempre no principal escalão: 6.º lugar, com 55 pontos.
«A época com Rui Borges foi muito boa. Tínhamos uma equipa campeã da Liga 2 e foi um período de saída e entrada de novos jogadores e acho que foi um período perfeito para aquele encontro com o mister. Encontrámos um treinador que estava com muita vontade de fazer as coisas acontecerem na Liga, creio que tenha sido o primeiro ano dele no primeiro escalão e também nós estávamos com muita vontade de provar o nosso valor na primeira liga, novamente. Então foi um tempo perfeito para ambos, o clube e o mister, um casamento perfeito», começou por realçar.
O guardião, de 31 anos, a jogar na Arábia Saudita desde o início desta época, pelo Damac FC, onde foi orientado pelo português Armando Evangelista, entretanto substituído pelo brasileiro Fábio Carille, é o totalista do plantel, somando 1980 minutos em 22 jogos , tem acompanhado de perto o percurso de Rui Borges.
«Fico muito feliz em ver o sucesso dele, a sua carreira sempre foi de muito trabalho e humildade e as coisas aconteceram porque mereceu muito. Depois do Moreirense foi para o Vitória [de Guimarães] onde esteve muito bem e depois para o Sporting. Foi bom que ele tenha passado por todas as etapas e sempre correspondeu à altura quando estava num patamar superior, todo o mérito é dele», elogiou.
«Temos de dar mérito também às pessoas que trabalham com ele. São uma verdadeira família, pessoas capacitadas, com humildade e vontade enorme. Quando se trabalha com pessoas com essa vontade e exigência o único caminho é a evolução, e todos evoluímos bastante nesse período. Sempre correspondeu quando foi colocado à prova. Quando chegou ao Sporting não foi surpresa para quem já tinha trabalhado com ele, mereceu a oportunidade de representar um grande, agarrou-a e tem vindo a fazer um excelente trabalho», acrescentou o guardião.