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Senadora paraguaia volta à carga: «Mbappé? Esse filho da p...»
A senadora paraguaia Celeste Amarilla voltou a proferir insultos contra Kylian Mbappé durante a sessão plenária desta quarta-feira, recusando-se a retratar-se das suas declarações anteriores após a derrota do Paraguai frente à França.
A polémica centra-se num incidente com Orlando Gill, que a senadora descreveu como «um rapaz que seguramente pisava um Mundial pela primeira vez». Segundo Amarilla, Gill «estendeu a mão com toda a humildade do paraguaio e esse filho da p... negou-lhe a mão e gritou-lhe na cara». A senadora do Partido Liberal Radical Autêntico acrescentou: «Isso não é francês, um francês nunca teria feito isso».
Celeste Amarilla distinguiu o jogador do legado cultural francês, afirmando: «A França é Rousseau, Descartes, Montesquieu, Victor Hugo, Simone de Beauvoir, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Recuso-me a reduzir toda essa enorme França e esse enorme legado cultural, artístico e democrático a Mbappé».
Antes da sessão, em declarações à comunicação social, a senadora manteve o tom desafiador e ameaçador para com o avançado do Real Madrid. «Que leia a minha carta, escrevi-a em francês e em espanhol. Que leia a minha carta, se souber ler», disse, acrescentando um aviso: «Dir-lhe-ia que tenha cuidado com os paraguaios».
No entanto, Amarilla não foi a única figura política a criticar o jogador. Juan Carlos Galaverna também se referiu ao avançado francês como «petulante», relatando um suposto diálogo com o jogador Cáceres durante um jogo. «A certa altura do jogo, o petulante diz a Cáceres: ‘Queres dar-me um beijo?’. ‘Já que estamos’, respondeu Cáceres. E Mbappé tem antecedentes com homens», afirmou Galaverna.
Em contraste, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, condenou os insultos. Em declarações citadas pela agência EFE, Peña manifestou a sua posição «contra todo o tipo de discriminação». O chefe de Estado assegurou: «Reivindico o papel do paraguaio, do Paraguai, de ser um zeloso guardião da defesa dos direitos humanos e da livre expressão, e sempre contra todo o tipo de discriminação».