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Deschamps: «Mbappé está a ser o capitão perfeito»
Na antevisão do jogo dos quartos de final, Didier Deschamps elogiou o papel de Kylian Mbappé como capitão e sublinhou o respeito que a seleção francesa tem por Marrocos, garantindo que não há qualquer excesso de confiança no balneário.
«Cada equipa tem as suas armas. Respeitamos Marrocos e não estamos em festa nem nada do género. Tenho um enorme respeito por Marrocos e só um poderá passar», afirmou o selecionador francês, desvalorizando imagens de celebrações efusivas. «Não sei o que foi gravado, mas não há euforia excessiva nem festa. Também se podem encontrar imagens de algum jogador a chorar, mas respeitamos sempre o adversário».
Deschamps destacou a importância da união do grupo como o principal trunfo da França, considerando-a mais decisiva do que o brilhantismo individual. «O espírito de grupo ganha ou perde jogos. A força coletiva vai além do individual, apesar de uma genialidade poder decidir uma partida», explicou, acrescentando: «Kylian está a ser o capitão perfeito. O grupo está unido, mesmo que possa haver alguém que não esteja contente. A convivência tem sido estupenda e é um prazer estar com eles. Já são sete semanas. É o ponto forte da França».
O técnico gaulês abordou ainda a recente polémica envolvendo Mbappé e os insultos de uma senadora paraguaia, assegurando que o avançado do Real Madrid não se deixa afetar. «O Kylian é forte e nada do que se diz o afeta. Continua focado no seu trabalho. Não lhe importa nada e está a um grande nível», garantiu.
Questionado sobre as queixas de Marrocos relativamente à arbitragem na meia-final de 2022, Deschamps foi pragmático: «Não há erros de arbitragem, os erros são cometidos pelos jogadores. Tudo depende do lado em que se está e da equipa que se apoia. Tudo pode ser interpretado e não vale a pena pensar no que aconteceu há quatro anos. Espero que haja o menor número de erros possível».
Por fim, o selecionador admitiu que a equipa precisa de melhorar na finalização. «Sim, podemos melhorar a pontaria. Cada jogo será mais importante. Temos de ser mais eficazes porque a dificuldade aumenta», concluiu.