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Racismo contra Mbappé no Paraguai: «Em vez de leite materno, mamava em cocos»
A passagem da seleção do Paraguai pelo Mundial acabou por ficar marcada pela polémica fora das quatro linhas. A mais recente envolve a senadora Celeste Amarilla, de 61 anos, que atacou Kylian Mbappé por o jogador não ter cumprimentado o guarda-redes paraguaio, Orlando Gill, no final da partida.
O gesto do avançado francês, considerado uma falta de fair-play após um jogo tenso que os jogadores sul-americanos, orientados por Gustavo Alfaro, motivou uma série de insultos racistas por parte da política.
Numa publicação na rede social X, Amarilla escreveu palavras ofensivas dirigidas a Mbappé. «Este idiota nem sequer aprendeu a escrever», afirmou. «Em vez de mamar leite materno, mamava em cocos, e os seres mais instruídos que alguma vez ouviu foram chimpanzés. Devias ter-lhe feito um manguito, Orlando Gill. Eu faço-o no Senado e não acontece nada», acrescentou a senadora.
🚨 Celeste Amarilla (a Paraguayan senator), on Kylian Mbappé: “This brute hasn't even learned to write. Instead of breastmilk, he grew up sucking on coconuts, and the most educated creatures he ever heard were chimpanzees.
— Madrid Xtra (@MadridXtra) July 6, 2026
You should've given him the middle finger, Orlando Gill… pic.twitter.com/W5w9Ax1m5n
Recorde-se que esta não foi a única controvérsia em torno da seleção paraguaia. O antigo guarda-redes José Luis Chilavert já tinha classificado a equipa francesa como uma «seleção de África», e surgiram ainda suspeitas de insultos dirigidos à falecida mãe do selecionador Didier Deschamps durante o encontro.