Ogier já venceu nove vezes o Mundial, mas quem lidera este ano é Evans. IMAGO
Ogier já venceu nove vezes o Mundial, mas quem lidera este ano é Evans. IMAGO

Sébastien Ogier vence Rali da Acrópole após reviravolta e azares de Neuville

O piloto francês superou o azar que o afastou do triunfo em Portugal, em maio, e garantiu o segundo título na prova helénica, 15 anos após a primeira conquista, que é também a 69.ª vitória da sua carreira no Mundial de ralis

Sébastien Ogier, ao volante de um Toyota Yaris, conquistou uma vitória categórica no Rali da Acrópole, na Grécia, oitava etapa do Mundial de Ralis (WRC). O piloto francês superou o azar que o afastou do triunfo em Portugal, em maio, e garantiu o seu segundo título na prova helénica, 15 anos após a primeira conquista.

O momento decisivo da corrida aconteceu este domingo, quando Thierry Neuville (Hyundai), que liderava a prova, sofreu dois furos na traseira do seu i20 na segunda passagem por Aghii Theodori. O incidente custou 53,5 segundos ao piloto belga, entregando a liderança e, consequentemente, a vitória a Ogier, que terminou com uma vantagem de 58,3 segundos.

O pódio ficou completo com o japonês Takamoto Katsuta (Toyota Yaris), que terminou a 3.04,8 minutos do vencedor, num dia especial em que celebrava o aniversário da filha. Com este resultado, Ogier, nove vezes campeão do mundo, alcançou a 69.ª vitória da sua carreira no WRC.

Recorde-se que Neuville partiu para o último dia com uma vantagem de 4,1 segundos sobre Ogier, mas o francês conseguiu anular a diferença logo na primeira especial do dia, assumindo a liderança por 1,3 segundos. Após um empate técnico na classificativa seguinte, o duplo furo de Neuville sentenciou a luta pelo primeiro lugar.

No final, Ogier não escondeu a satisfação. «Os deuses gregos finalmente apoiaram-me», declarou, acrescentando que o resultado foi «uma espécie de compensação» pela vitória que perdeu em Portugal». O piloto da Toyota, navegado por Vincent Landais, teve um domingo perfeito, vencendo também o 'Super Sunday' e a 'power stage', amealhando a pontuação máxima.

Por sua vez, Thierry Neuville admitiu ter sentimentos mistos. «Estou entre a desilusão e alguma alegria, porque o carro está competitivo», afirmou, reconhecendo que Ogier fez «uma corrida incrível». O belga lembrou a ironia do destino, já que em Portugal beneficiou de um furo de Ogier para vencer, enquanto na Grécia a situação se inverteu. «Mas isto são os ralis», concluiu.

No que toca às contas do campeonato, o britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris) terminou num modesto sétimo lugar, mas conseguiu manter a liderança do Mundial de pilotos com 162 pontos. Takamoto Katsuta subiu ao segundo posto, com 148 pontos, e Sébastien Ogier ascendeu a terceiro, com 112.

Na classificação de construtores, a Toyota Gazoo Racing reforçou a sua posição de liderança, dispondo agora de uma vantagem de 140 pontos sobre a Hyundai. A próxima prova do Mundial de Ralis será o Rali da Estónia, em piso de terra, que decorrerá entre 16 e 19 de julho.

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