Lionel Scaloni à conversa com Lionel Messi - Foto: IMAGO

Scaloni e o fim de Messi: «Fico muito triste...»

Selecionador argentino compara Messi e Maradona: «Pensar que a dada altura não vão jogar mais não nos deixa tranquilos....»

A menos de um mês do início do Campeonato do Mundo de 2026, Lionel Scaloni, selecionador da Argentina, enfrenta o maior desafio desde que assumiu a seleção das pampas: defender o título conquistado no Qatar 2022. Com a lista preliminar de 55 jogadores entregue e a ultimar os 26 convocados finais, o técnico mostra-se realista, mas com a ambição intacta para a prova que arranca dentro de menos de um mês.

Em entrevista à Conmebol, Scaloni apelou à humildade para explicar que revalidar o título não será fácil. Para o treinador de 48 anos, vencer um Mundial exige a conjugação de vários fatores que vão além do aspeto futebolístico. «A Argentina tenta sempre chegar ao topo. O segredo para ganhar um Mundial é a conjugação de uma série de fatores, não é apenas jogar bem. Revalidar o título é muito difícil [o último bicampeão mundial foi o Brasil, em 1958-1962], mas não é impossível», sublinhou.

O futuro de Lionel Messi e a possibilidade de este ser o último Mundial do craque argentino foi outro dos temas abordados. Scaloni preferiu focar-se no presente e desfrutar do capitão: «Poder vê-lo jogar é algo maravilhoso. Não gosto de nostalgias nem de pensar no que vai acontecer e se será ou não o seu último Mundial [Messi completará 39 anos a 24 de junho]; prefiro desfrutar do momento», confessou, traçando ainda um paralelo com o impacto que a partida de Diego Maradona teve no futebol mundial. «Gosto de pensar que Messi vai continuar a jogar por mais alguns anos, porque senão ficas triste, como aconteceu com o Diego [Maradona]. São futebolistas que marcaram a história do futebol e pensar que a dada altura não vão jogar mais não nos deixa tranquilos. Prefiro focar-me no presente», acrescentou.

Lionel Scaloni esteve no Mundial de 2006, na Alemanha, ao lado de Messi e destacou ainda a resiliência e a paixão dos jogadores do seu país, justificando o porquê de serem tão cobiçados nas principais ligas europeias. «Sabemos as dificuldades que existem na América do Sul e, quando vais para a Europa, todos querem sempre ter pelo menos um argentino pela forma como vivemos o futebol, como o sentimos», explicou.

A fechar, Scaloni recordou com humor o dia em que partilhou o relvado com Maradona e um jovem Messi num jogo de beneficência, garantindo que ambos jogariam juntos no seu esquema atual. «Nesse dia entrei no balneário, fui para um canto, fiquei ali estático e só olhava. Porque eram todos lendas e os melhores jogadores do Mundo. E claro, eu tinha sido convidado e estava um bocado tímido. Se jogavam juntos nesta Argentina? Sim, claro. Os sistemas são feitos pelos jogadores. Como não jogariam se foram os melhores do mundo? Podiam complementar-se perfeitamente e o problema seria dos adversários, não tanto da minha seleção», explicou.

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