SC Braga: contraste preocupante entre defesa e ataque
Entre a segurança defensiva a falta de produtividade ofensiva. Assim está o SC Braga neste arranque de temporada.
Neste paralelo, o saldo até agora registado nos 12 jogos oficiais realizados em 2026/2027 é favorável, uma vez que os arsenalistas têm 15 golos marcados e apenas 5 sofridos, mas esta margem tem muito de... Liga Conferência. No caso, a qualificação para a referida competição europeia. Porque olhando somente aos seis encontros internacionais, verificamos que os guerreiros do Minho concluíram essa fase com nota bastante elevada: quatro vitórias e dois empates, com oito tentos apontados e nenhum consentido.
Posto isto, centremos, então, a análise nos embates relativos ao campeonato. E nesse particular, apesar de o saldo de golos continuar a ser positivo (sete marcados e cinco sofridos), a verdade é que o poder de influência no último terço ofensivo tem deixado muito a desejar. Começa até a ser um contraste preocupante e que custa pontos.
O último jogo da formação orientada por Carlos Vicens foi o expoente máximo da parca produtividade ofensiva: o nulo nos Açores, diante do Santa Clara, foi o primeiro encontro na presente campanha em que os arsenalistas não conseguiram festejar qualquer golo.
Mas também é justo dizer que foi a terceira vez que os bracarenses não foram batidos, tal como já acontecera nos triunfos com Estoril e Vitória de Guimarães (ambos 1-0).
E se a organização à retaguarda parece estar a corresponder às exigências — apenas FC Porto (3) e Santa Clara (4) têm menos golos sofridos do que o SC Braga (5, tal como o Gil Vicente) —, olhando para o capítulo da finalização algo terá de ser alterado para que essa audácia possa traduzir-se na conquista de pontos. É certo que os guerreiros ainda têm um jogo em atraso, diante do Gil Vicente, mas sete tentos em seis rondas é manifestamente pouco para um plantel que Ricardo Horta, Pau Víctor, Jovan Milosevic, Jonas Wind, Fran Navarro, Gabriel Silva, Mario Dorgeles, entre outros...