O momento de génio em que de calcanhar Morita desmarca Suárez para o segundo golo (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

'Sayonara' e 'arigato', samurai Hidemasa Morita (as notas do Sporting)

Japonês escreveu capítulo perfeito no adeus ao Estádio José Alvalade numa semana que não lhe foi, fácil. Cavaleiro da Dinamarca Hjulmand voltou e orientou a equipa até à Terra Santa da Champions. Trincão em grande
O melhor em campo: Morita (8)

'Sayonara' e 'arigato' são duas palavras japonesas que traduzidas são bem simples: adeus e obrigado. Samurai é o símbolo máximo da honradez nipónica que é um dos traços do país do Sol Nascente. Morita disse adeus aos jogos em Alvalade e obrigado foi aquilo que os adeptos leoninos lhe disseram pela dignidade profissional que demonstrou nas épocas em que envergou a listada verde e branca. E escreveu um capítulo perfeito na última linha da história na casa leonina. Não marcou, é certíssimo, mas o que dizer daquele toque de calcanhar a desmarcar Suárez para este 'detonar' Dani Figueira no segundo golo? E a semana não lhe foi fácil, pois associada às emoções afetas a qualquer despedida, na sexta-feira recebeu a notícia de que ficou de fora dos convocados do Japão para o Mundial....

Rui Silva (6) — A tarefa de guarda-redes de equipa grande é mesmo assim. Pode estar um larguíssimo período do jogo como espectador privilegiado visto que esteve e num instante ser obrigado a corresponder com boas defesas. Foi o que aconteceu no final da primeira parte e no início da segunda, quando Luís Esteves o deixou com as mãos a arder…  

Vagiannidis (5) — Impacienta-se o grego por não jogar com tanta regularidade como queria, impacienta-se a massa adepta leonina com os constantes erros defensivos que comete. No primeiro tempo andou como que de nenúfar em nenúfar, no segundo o nome teve um nome em castelhano: Agustín Moreira.  

Eduardo Quaresma (7) — O destino, essa força meio esotérica, tem destas manhas, pois foi ele que ditou que na época passada fosse o camisola 72 a marcar o golo da vitória diante do Gil Vicente que significou passo crucialíssimo para o bicampeonato e foi ele quem quis que fosse o mesmo protagonista no golo inaugural frente ao mesmo adversário fundamental na luta pela Champions. Não foi perfeito, mas é preciso ver que foram muitas as vezes que teve de ir com a sirene ligada para compensar os erros de Vagiannidis.  

Gonçalo Inácio (5) — Continua a errar demasiados passes a curta/média distância na primeira fase de construção.  

Maxi Araújo (6) — Não atravessa o melhor dos momentos porque tem o corpo meio rebentado por força de tantos jogos mas a alma continua intacta.  

Hjulmand (8) — O Cavaleiro da Dinamarca é um dos melhores contos de Sophia de Mello Breyner Andersen que descreve a aventura de alguém que vai em viagem até à Terra Santa e vive múltiplos momentos imemoriais. O maestro voltou e a música da banda do leão tocou muito mais ritmada, mais equilibrada. Só faltava mesmo a cerejinha no topo do bolo que chegou já na compensação, com aquele arco com rumo perfeito até ao 3-0.  

Geny Catamo (5) — Começou em alta mas conforme o relógio andava para a frente, o nível exibicional corria para trás. Algo complicado à frente, pouco solidário atrás.  

Trincão (8) — E corre, e corre, e corre mais um bocadinho e quando parece estar a dar as últimas, mais um sprint, mais uma recuperação. E com a bola nos pés é um regalo para a vista. Aquele passe a desmarcar Morita no lance do segundo golo é qualquer coisa daquelas que esgota adjetivos. Antes de sair quando já tinha deixado todas as gotinhas de suor em campo, recuou e foi para a zona intermediária. Em suma, tem pés de bailarino e a mesma disponibilidade física deste tipo de artistas.

Pedro Gonçalves (6) — Perde a bola e fica a reclamar e a equipa descompensada mas depois dá aquelas recompensas como a forma perfeita como colocou a bola em Eduardo Quaresma no primeiro golo.  

Luis Suárez (7) — À passagem do minuto 23 ficou a nação leonina em pequeno suspense quando o colombiano caiu agarrado à cabeça e demorou um pouquinho a levantar-se. Saiu do relvado, entrou, pegou na bola e foi em correria pela meia esquerda a lançar o pânico na casa do galo. Estava dado o mote para o que vinha a seguir. Visto que foi preciso utilizou o toque curto e a souplesse para desmarcar os companheiros ou alvejar a baliza contrária, no momento necessário detonou Dani Figueira naquela bomba no segundo golo que deixou Alvalade em delírio.  

Quenda (5) — Entrou agressivo, dando ajuda preciosa a defender.

Daniel Bragança (5) — Estabilizou um pouquinho a zona intermediária.  

Luís Guilherme (5) — Impediu que a equipa se encolhesse, esticando-a pela faixa.  

Ricardo Mangas (—) — Só para afastar eventuais perigos.  

Blopa (—) — Participou na festa final.

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