César Peixoto muito interventivo nas indicações à equipa em Alvalade - Foto: António Pedro Santos/Lusa
César Peixoto muito interventivo nas indicações à equipa em Alvalade - Foto: António Pedro Santos/Lusa

César Peixoto: «Dignificámos e valorizámos o campeonato português»

Treinador do Gil Vicente satisfeito com o rendimento da equipa. Assume que o plantel vai perder jogadores, mas que isso faz parte do projeto do clube

Na zona de entrevistas rápidas, César Peixoto, treinador do Gil Vicente, mostrou-se satisfeito com a prestação dia equipa, principalmente na segunda parte, depois de o Sporting ter sido avassalador na primeira metade.

«Em primeiro lugar quero agradecer aos adeptos que vieram aqui a Alvalade apoiar-nos. A primeira parte foi perfeitamente do Sporting, a nossa equipa muito receosa, intranquila, pouco agressiva nos duelos, a fazer poucas faltas, a saltar pouco na pressão, sempre muito a tentar só, na dúvida, atacar espaços, mas nunca muito agressiva e o Sporting, confortável no jogo, empurrou-nos para trás e chegaram ao intervalo a ganhar por 2-0 e merecidamente. Ao intervalo corrigimos pouca coisa, não havia muito a corrigir, aquilo era mais mental e, depois, a equipa acabou por fazer uma segunda parte mais à nossa imagem, de olhar os olhos, de dividir o jogo. Acho que o terceiro golo é exagerado, acho que não merecíamos, parabéns ao Sporting, foi uma vitória justa. As pessoas não se podem esquecer que no ano passado estávamos a lutar para não descer de divisão, este ano andámos sempre do sexto lugar para cima. Acho que é um campeonato fantástico, mas é natural, em termos de rendimento da equipa, nos momentos de maior pressão, se calhar aqui ou ali, mais ansiosa, receosa, que foi o que aconteceu na primeira parte. O que lhes disse foi que no jogo não temos nada a perder, temos que jogar da nossa maneira e, depois, na segunda parte, vimos a equipa completamente diferente», analisou.

Questionado sobre se estão lançadas as bases para um projeto vencedor, Peixoto não hesitou na resposta: «Sim, tem todas as capacidades para as criar. Acho que fomos uma equipa que dignificou o campeonato português, que valoriza o campeonato português, que os jogadores, olhos nos olhos, seja contra quem for, que fomos uma equipa que valorizámos e vendemos ativos para o clube. Não temos obrigação de ganhar todos, mas temos de lutar para ganhar todos os jogos. Criámos essa mentalidade e acho que lançámos essa base. Acho que isto foi um ADN que fomos criando e fomos jogo após jogo conseguindo. É importante os jogadores habituarem-se a estar nesse nível e acho que nos faltou esse clic. Estivemos sempre nos primeiros seis lugares e não é qualquer equipa que o consegue. Batemos imensos recordes, ou seja, acho que é uma época fantástica. O que nós queríamos, depois do momento que nós tivemos, é estar na metade do sexto lugar para cima, praticamente o campeonato todo, quando nós assumimos que queríamos lutar pela Europa, que queríamos lutar porque sentíamos que podíamos e conseguimos lutar até ao final pelo quinto lugar com essa possibilidade.» 

Instado sobre o que espera a nível de saídas no mercado de verão, o treinador dos gilistas mostrou-se cauteloso: «Saíram 16 jogadores no início da época e mais dois em janeiro. Foi uma equipa nova. Não podemos vender tudo, mas vender jogadores faz parte do projeto e tem de sair alguém, faz parte do que é renovar energias, do que é renovar a fome de vencer, a fome em trajeto com o fome de vencer, porque há aqui jogadores que fizeram uma época fantástica, que se valorizaram, e que as expectativas deles, naturalmente, são em outro patamar. Se os grandes clubes vendem os melhores jogadores, com naturalidade, o Gil Vicente também vai ter de o fazer. E nós, enquanto projeto, temos que assumir isso, e saber que temos que renovar o plantel, mas não podemos vender tudo outra vez. Foi um ano zero e estão todos de parabéns pela época que fizeram.»

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