Santos exige anulação de jogo devido a substituição errada de Neymar
O Santos recorreu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para solicitar a anulação da sua derrota por 0-3 frente ao Coritiba, em jogo do Brasileirão disputado no passado domingo na Neo Química Arena. Na base do pedido está o que o clube considera um «erro de direito» na substituição de Neymar.
O incidente ocorreu aos 19 minutos da segunda parte. Neymar estava a receber assistência fora do campo, com uma massagem na barriga da perna, quando o quarto árbitro exibiu a placa eletrónica indicando a sua saída para a entrada de Robinho Júnior. No entanto, a equipa técnica do Santos pretendia substituir o argentino Escobar.
Visivelmente revoltado com o engano, Neymar tentou regressar ao relvado, mas foi impedido e acabou por receber um cartão amarelo. O jogador ainda mostrou o papel entregue ao quarto árbitro, que indicava a substituição de Escobar.
Num comunicado oficial, o departamento jurídico do Santos argumenta que a equipa de arbitragem impediu indevidamente a permanência do camisola 10 em campo, desrespeitando a intenção da equipa técnica e o protocolo de substituições. «O que está em discussão não é a performance técnica ou o resultado do jogo, mas a defesa da instituição e das regras da FIFA», pode ler-se na nota.
Por sua vez, o árbitro da partida, Paulo Cesar Zanovelli, registou na súmula do jogo que o treinador adjunto, César Sampaio, informou e confirmou verbalmente que o jogador a ser substituído era Neymar. Segundo o documento, esta confirmação verbal ocorreu enquanto Sampaio preenchia o formulário de substituição com a indicação da saída de Escobar, na presença do delegado do jogo, Guilherme Zangari.
César Sampaio assumiu a responsabilidade pelo sucedido, mas atribuiu o erro a uma precipitação do quarto árbitro. «Eu sou o responsável por este evento. Chamei o quarto árbitro para a substituição do Juninho pelo Escobar, o 7 pelo 31», explicou. «Nesse momento, o Neymar sai de campo a queixar-se de uma dor. Pedi ao quarto árbitro para aguardar, para ver se o Neymar podia voltar. Ele, fora de campo, o quarto árbitro Bruno, com quem até tenho uma boa relação, disse que o Neymar não podia voltar mais», contou.
«O Bruno estava com o papel na mão, do 7 pelo 31, e acabou por se precipitar na substituição. O Ney ainda tentou voltar, mas uma vez que o árbitro já tinha procedido à troca, não podia voltar atrás. Foi uma precipitação, penso eu, no calor do jogo. Uma tomada de decisão antecipada», concluiu.