Santi García: «A equipa técnica apertou um pouco comigo por ter de marcar mais golos»
Em destaque na temporada 2025/2026, Santi García atravessa o melhor momento desde que chegou ao Gil Vicente. Numa entrevista concedida ao jornal espanhol Diario AS, o médio ofensivo fez um balanço do percurso em Barcelos, recordou as dificuldades da época de estreia e assumiu a ambição de continuar a crescer, numa equipa que sonha com a Europa.
Depois de ter deixado o Getafe, onde foi formado, o espanhol viveu uma primeira temporada exigente em Portugal. «O ano passado foi o meu primeiro ano como profissional e foi um pouco complicado, estivemos até ao fim a lutar para não descer», recordou, sobre 2024/2025.
A realidade atual é bem diferente. Com cinco golos apontados em 2025/2026 — mais um do que em toda a época anterior — Santi assume uma relação cada vez mais próxima com a baliza adversária. O próprio reconhece que houve trabalho específico nesse sentido: «A equipa técnica apertou um pouco comigo por ter de marcar mais golos, e é verdade. No final, quando acreditas e te mentalizas, o golo aparece. Gosto de ajudar a equipa com golos e assistências».
Com 1,84 metros, o médio enquadra-se num perfil físico cada vez mais valorizado no futebol moderno. Questionado sobre comparações com outros médios espanhóis de referência, respondeu: «Gosto de dizer que cada um tem o seu estilo, mas o do Fabián ou do Mikel Merino pode ser parecido: médios-centro espanhóis, altos… deixa-me muito orgulhoso que me comparem com jogadores desse nível, são uma referência para mim».
Além do rendimento individual, Santi destacou a evolução estrutural do clube. «O Gil Vicente é um clube que este ano deu um salto muito grande para melhor. Melhoraram imenso as instalações: o ginásio, os aparelhos de fisioterapia… deram um salto», afirmou, sublinhando ainda as melhorias ao nível da nutrição: «Na questão da alimentação e suplementação houve uma mudança enorme. O facto de podermos tomar o pequeno-almoço, almoçar lá e até levar o jantar para casa ajuda-nos muito enquanto futebolistas. É um projeto muito ambicioso».
O médio não tem dúvidas quanto ao segredo da boa campanha: «O mais importante, além do rendimento em campo, é o grupo que formámos. Essa é a chave. Somos como uma família».
Atualmente nos lugares cimeiros da Liga, os gilistas continuam a alimentar o sonho europeu. «Em dezembro já era uma loucura estarmos em quarto, e agora continuamos lá. Não queremos olhar para baixo, queremos olhar para cima. A chave é o dia a dia, ir jogo a jogo como se fosse o mais importante», frisou.
Sobre um eventual interesse de outros clubes, Santi prefere manter o foco no presente. «Estou simplesmente concentrado em terminar a temporada da melhor forma possível, continuar a desfrutar aqui e chegar o mais longe que pudermos», garantiu. E deixou uma nota final reveladora do conforto que sente em Barcelos: «A um jogador agrada sempre continuar a crescer, mas estou muito confortável e sinto-me em casa».