John Textor, controverso empresário norte-americano - Foto: IMAGO
John Textor, controverso empresário norte-americano - Foto: IMAGO

Onda de demissões no Botafogo para cortar gastos

Cortes nas camadas jovens, futebol feminino e futebol profissional masculino

O Botafogo prossegue com o seu plano de reestruturação e redução de custos, tendo, esta sexta-feira, despedido o adjunto permanente da equipa principal, Cláudio Caçapa. De acordo com o Globoesporte, a sua saída integra uma nova vaga de dispensas que afetou vários setores do clube.

Esta é já a segunda ronda de despedimentos no clube carioca, orientado pelo ex-treinador do FC Porto Martín Anselmi e que tem John Textor como dono, durante o mês de fevereiro. No passado dia 12, cerca de 40 funcionários foram dispensados. Agora, numa nova fase que começou na quinta-feira e se prolongou por sexta, mais de 10 profissionais viram os seus vínculos terminados.

Na quinta-feira, os cortes incidiram principalmente nas camadas jovens e no futebol feminino, com a saída de elementos do departamento de prospeção dos escalões de sub-17 e sub-20, bem como de membros da equipa de preparação física. Já na sexta-feira, a reestruturação chegou ao futebol profissional masculino. Além de Caçapa, também o coordenador de prospeção, Raphael Rezende, foi despedido. Estão previstas mais saídas.

Internamente, a direção do Botafogo considera estas medidas como um passo natural e esperado no processo da SAF, que completará quatro anos em março. O objetivo é aumentar a eficiência operacional e administrativa, reduzir despesas e canalizar as receitas e investimentos para o departamento de futebol.

A delicada situação financeira do clube não é recente. Já no ano passado se previa uma redução da massa salarial do plantel. Recorde-se que, no final de janeiro, o Botafogo liquidou pagamentos em atraso relativos a direitos de imagem dos jogadores e, no início deste mês, saldou uma dívida com o Atlanta United para levantar a proibição de inscrever jogadores. Para tal, John Textor recorreu a um empréstimo de cerca de 21 milhões de euros, uma decisão que gerou descontentamento interno.