Saíram do FC Porto, mas SAD ainda sonha com (mais) encaixe
Quando não empresta jogadores, o FC Porto aplica uma estratégia cirúrgica nas vendas ou nas saídas definitivas, mantendo participações em grande parte do passe dos jogadores transferidos ou libertados e assegurando, assim, mais-valias futuras. É uma política de longo prazo que transforma cada ex-dragão num potencial encaixe financeiro.
André Franco (Chicago Fire), Gil Martins (Gil Vicente), Zé Pedro (Cagliari) e Denis Gutu (Académico de Viseu) garantem 50% do valor em caso de futura venda dos seus direitos económicos. Abraham Marcus (E. Amadora) e Romário Baró (Radomiak Radom) podem render 40% do montante de uma transferência. Nas percentagens intermédias, entre 20% e 30%, Fábio Cardoso (Sevilha) e Fran Navarro (SC Braga) asseguram 25%. Muitos destes jogadores representaram negócios muito rentáveis no último verão, mas podem vir a dar mais lucro.
Contudo, no caso do ponta de lança espanhol dos arsenalistas, o FC Porto fica com 100% das mais-valias num negócio que o SC Braga realize até aos 6 milhões de euros, e com 25% caso o valor seja superior. De recordar que, no final da época passada, foi ativada a compra dos direitos económicos de Navarro pelos Guerreiros do Minho, num negócio que rendeu um total de 3 milhões de euros — 300 mil pelo empréstimo e 2,7 milhões pela aquisição definitiva.
Há, ainda, ativos potencialmente mais valiosos: Gonçalo Borges, extremo que se transferiu para o Feyenoord por 10 milhões de euros, mais 1 milhão em objetivos, e Otávio Ataíde, central adquirido pelo Paris FC por 17 milhões, mais 3 milhões em variáveis, podem render, cada um, 15% de uma futura transferência. Já o lateral-direito João Mário, atualmente cedido pela Juventus ao Bolonha, pode dar 10%.
Mamadu Queta (Académico de Viseu) e Rui Monteiro (Dinamo Tbilisi), ambos com 30%, bem como Jorge Meireles (E. Amadora) e Wendel Silva (Ceará), com 20% cada, são outros exemplos de antigos jogadores do FC Porto que podem gerar lucro.