Depois de várias acusações, a Federação romena suspendeu polémica treinadora. IMAGO
Depois de várias acusações, a Federação romena suspendeu polémica treinadora. IMAGO

Roménia suspende treinadora que terá levado atletas a pensar em suicídio

Depois de acusações de maus tratos, a polémica selecionadora foi afastada pela federação de ginástica

A Federação Romena de Ginástica anunciou a suspensão temporária da treinadora Camelia Voinea de todas as atividades sob a sua égide. A decisão surge na sequência de alegações que, segundo os responsáveis da ginástica romena, exigem uma análise por parte das autoridades estatais competentes.

O caso tornou-se público em novembro de 2025, quando foram divulgadas na comunicação social romena imagens que mostravam Camelia Voinea a abusar verbalmente da sua filha, a ginasta Sabrina Voinea. Estas revelações surgiram depois de a ginasta Denisa Golgota ter acusado publicamente os treinadores da equipa nacional de assédio físico e psicológico, conforme noticiado pela Digi24.

De acordo com um comunicado da federação, a comissão de disciplina concluiu uma análise preliminar e determinou que as questões levantadas necessitam de uma «análise cuidadosa e especializada» por parte das instituições públicas. Seguindo a recomendação da comissão, o comité executivo aprovou a notificação das autoridades relevantes e a suspensão do processo disciplinar até à conclusão da investigação.

«Ao mesmo tempo, como parte das medidas administrativas provisórias impostas durante os procedimentos de análise e investigação, foi decidido que a Sra. Camelia Voinea seria temporariamente suspensa de todas as atividades realizadas sob a égide da Federação Romena de Ginástica», pode ler-se na nota oficial.

A federação reafirmou ainda o seu respeito pela presunção de inocência, defendendo que o caso deve ser tratado «com responsabilidade e equilíbrio», sem conclusões públicas precipitadas, mas também sem ignorar questões que possam afetar a segurança e o bem-estar dos atletas.

O organismo sublinhou também que o desporto de alta competição «não pode funcionar num clima baseado no medo, na humilhação ou na pressão levada para além dos limites», destacando a necessidade de reforçar os mecanismos de prevenção, proteção e salvaguarda em conformidade com as normas internacionais.

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