Aryna vai agora defrontar Naomi Osaka, a quem apenas cedeu um 'set' nas quatro vezes que se encontraram esta época      Fotografia Imago
Aryna vai agora defrontar Naomi Osaka, a quem apenas cedeu um 'set' nas quatro vezes que se encontraram esta época Fotografia Imago

Sabalenka supera Ostapenko em Wimbledon e marca encontro com Osaka

Bielorrussa líder do 'ranking' mundial alcançou a segunda semana de um Grand Slam pela 15.ª vez consecutiva desde Wimbledon 2021, a primeira das três ocasiões em que chegou às meias-finais do Open britânico, onde nunca foi finalista

Aryna Sabalenka, a primeira cabeça de série do torneio e líder do ranking WTA, superou um teste exigente na terceira ronda de Wimbledon, ao derrotar a letã Jelena Ostapenko (10.ª) por duplo 6-4, e assim garantir os oitavos de final, onde irá defrontar a japonesa Naomi Osaka (14.ª) que, tal como ela, nunca venceu o open britânico.

Num confronto entre duas campeãs de torneios do Grand Slam, Sabalenka. de 28 anos, precisou de uma 1.32h para selar a vitória e alcançar a segunda semana da prova pela quarta vez na carreira. A bielorrussa teve de suster uma recuperação tardia da antiga campeã de Roland Garros, que recuperou de uma desvantagem de 4-1 no segundo set.

Com este resultado, Sabalenka atinge a segunda semana de um Grand Slam pela 15.ª vez consecutiva desde Wimbledon 2021, num total de 20 presenças nesta fase da competição. O próximo desafio será no domingo, contra Naomi Osaka, 14.ª pré-designada e também ela vencedora de quatro Majors. Será o quinto encontro entre ambas, o quarto só este ano, mas com a particularidade de ser o primeiro em relva.

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Curiosamente, será também a quinta vez que se defrontam nos oitavos de final de um torneio. Embora Osaka tenha vencido o primeiro duelo no US Open 2018, Aryna leva vantagem no confronto direto mais recente, tendo cedido apenas um set nos três encontros disputados este ano em Indian Wells, Madrid e Roland Garros.

O serviço da n.º 1 mundial foi um dos fatores decisivos para a vitória. Sabalenka dominou as estatísticas neste capítulo, com nove ases contra quatro de Ostapenko, 71 por cento de pontos ganhos com o primeiro serviço (contra 63%) e 50 por cento com o segundo (contra 47%). A agressividade, esperada de duas das jogadoras mais potentes do circuito, também marcou presença, com um total combinado de 46 winners. Ostapenko conseguiu 27, mas cometeu 18 erros não forçados, enquanto Sabalenka se ficou pelos 19, cometendo apenas seis erros.

A capacidade de Sabalenka para se superiorizar nos momentos de maior pressão foi igualmente crucial. Dos dez jogos que chegaram a 30-30 ou a vantagens, a líder do ranking WTA venceu sete. No primeiro set, salvou dois pontos de break antes de quebrar o serviço de Ostapenko para fazer o 3-2. No segundo parcial, voltou a conseguir um break logo no início.

O encontro pareceu controlado quando Sabalenka liderava por 6-4 e 4-1, com duplo break, mas Ostapenko reagiu e recuperou uma das quebras de serviço. A número um mundial chegou a desperdiçar um ponto de encontro a 5-3, mas não vacilou no jogo seguinte e, com dois serviços irrepreensíveis, fechou a partida ao segundo match point, evitando uma reviravolta semelhante à que sofreu recentemente em Roland Garros contra Diana Shnaider.

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