Rui Oliveira resiste no topo da Volta: «Subir à Torre vai ser muito especial»
Rui Oliveira terminou este sábado a terceira etapa da Volta a Portugal na quinta posição, resultado suficiente para conservar a liderança da classificação geral. O corredor português reconheceu o caráter caótico da chegada e destacou o trabalho tático dos adversários, já com os olhos postos na etapa de domingo, que termina no ponto mais alto de Portugal.
«Foi uma chegada muito caótica. Aquela queda complicou um bocadinho as coisas», explicou Rui Oliveira, que tentou discutir a vitória até aos metros finais. Na fase decisiva, César Martingil e João Matias estavam na frente, obrigando o líder da geral a assumir a perseguição.
«Taticamente, estiveram perfeitos, porque o João deixou que eu fizesse o trabalho todo para fechar o César. Faltavam 500 metros e tinha de continuar a arriscar. Nos últimos 100, o João passa-me e o Linarez ganha. Só tenho de lhes dar os parabéns, porque foram mais fortes», reconheceu.
O corredor português mantém, assim, a camisola de líder, mas sabe que a etapa de domingo terá um significado especial. A jornada, com chegada à Torre, será a última em que deverá envergar a camisola amarela, numa subida que considera uma das imagens maiores da Volta a Portugal.
«Vai ser o último dia em que vou envergar esta camisola. Vou tentar desfrutar ao máximo, porque já é um ‘sonho’ estar com ela vestida. Então chegar ao ponto mais alto de Portugal, à primeira etapa mítica da Volta, vai ser muito especial», afirmou.
Rui Oliveira também deixou palavras de agradecimento pelo apoio que tem recebido ao longo da prova. Para a etapa da Torre, espera uma dinâmica diferente, com a sua equipa a procurar não assumir a responsabilidade da corrida desde o início.
«Amanhã [domingo] é dia de deixar para outras equipas a responsabilidade. Não sei muito bem qual vai ser a dinâmica. Vamos quilómetro a quilómetro, a tentar salvar um bocadinho as pernas até ao início da Covilhã», explicou.
O líder da geral promete ainda colocar-se ao serviço do colega Adrià Pericas e aproveitar o ambiente criado pelo público na subida final: «Vou dar o máximo pelo Adrià, que assim o merece, e desfrutar ao máximo do público até à Torre».
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