Rúben Pereira: «A vitória na Volta a Portugal é de toda a equipa»
Rúben Pereira, diretor desportivo da Anicolor-Campicarn, celebrou a quarta vitória da equipa na Volta a Portugal, depois dos triunfos de Mauricio Moreira, em 2022, e de Artem Nych, em 2024 e 2025.
O responsável atribuiu o sucesso ao trabalho coletivo. «Continuo a ter sorte de ter as pessoas certas ao meu lado, ter a equipa certa. É uma vitória de todos, do staff, dos patrocinadores, de toda a estrutura Anicolor-Campicarn. Todos merecem esta vitória», declarou o dirigente, de 34 anos, que fez ainda questão de dedicar o triunfo a Finlay Tarling, jovem ciclista britânico que morreu num acidente durante a 8.ª etapa. «Esta vitória também é para o Fin e para a toda a NSN».
Sobre o mérito de Alexis Guérin, Rúben Pereira destacou as características do francês e a forma como se adaptou ao ciclismo português. «É um corredor bastante importante... Tanto fazia se ganhássemos com ele [Guerin] ou com o Artem [Nych], não tínhamos uma preferência porque a nossa preferência é a Anicolor-Campicarn ganhar. O Alexis é um corredor muito atrevido, gosta muito de atacar, adaptou-se bem ao ciclismo português...», refere.
Rúben Pereira fez questão de recordar o contributo de todos os corredores que ajudaram a construir a vitória do francês. «O Alexis, sozinho, não conseguiria alcançar este objetivo. Houve um grande trabalho de toda a equipa, do Rafael Reis, do Enzo [Leijnse], do Santi [Santiago Mesa] - que não se deve esquecer, também venceu uma etapa -, do [Miles] Carson, que teve uma Volta de infelicidade [sofreu uma queda numa das primeiras etapas], do Louis Ferreira, e do Artem, que foi um senhor. Ele simplesmente deixou fluir a Volta e apoiou o colega que estava na liderança.»
A quarta vitória na Volta a Portugal reforça também a confiança de Rúben Pereira na solidez da estrutura da equipa. «Este projeto tem o futuro assegurado por largos anos. Temos patrocinadores. É um voto de confiança neste projeto. A ideia é manter a estrutura que temos. Iremos reforçar-nos no sentido de termos maior presença portuguesa na estrutura.»
A Anicolor-Campicarn consolidou-se como uma das principais referências do ciclismo português. «O objetivo passará sempre pela Volta a Portugal e por, sempre que possível, correr no estrangeiro», frisa Rúben Pereira.