'Red Devils' procuravam a quarta vitória consecutiva na Premier League, mesmo já com a Champions garantida, mas empataram e valeu Lammens. Luso mais longe do recorde. #DAZNPremier

Ruben Amorim teve dedo no empate fortuito do Manchester United

Sunderland ficou a bradar aos céus com as oportunidades desperdiçadas; Bruno Fernandes voltou a ficar em branco

Casemiro e Benjamin Sesko foram baixas de peso para o Manchester United, que assim se viu privado de dois titulares indiscutíveis neste final de época. Diogo Dalot não saiu do banco e o United começou com Zirkzee, Amad Diallo, Mason Mount e Mazraoui de início. Reforços que não deram o contributo desejado, sobretudo numa 1.ª parte quase irreconhecívels por parte do United.

Sadiki, Xhaka e Le Fée assoberbaram por completo a dupla Mainoo-Mount, dominando o meio-campo e, por consequência, a posse de bola e as ocasiões de perigo, que cedo surgiram. Primeiro tentou Talbi (4'), depois Sadiki (6'), que numa excelente jogada de entendimento com Brobbey e Le Fée, surgiu isolado no meio da cratera aberta na defesa adversária, mas rematou mal, para defesa apertada de Lammens.

A resposta tímida do United quase resultou nalgo histórico! Num livre lateral, Bruno Fernandes procurou (10') Diallo à entrada da área, mas o extremo, isolado, fez um remate torto. Depois, o Sunderland ficou a pedir (18') penálti por mão de Diallo na bola, mas o VAR mandou jogar.

Parecia que com o tempo chuvoso e frio cortante que caracteriza a cidade de Sunderland, os black cats sentiam-se verdadeiramente em casa. Gizavam jogadas rápidas e ao primeiro toque que remetiam o adversário ao próprio meio-campo e a tarefas defensivas que, por vezes, pareciam intermináveis. Brian Brobbey fez (32') um cruzamento tenso a passar perto do poste, ao qual só faltou um desvio oportuno para o inaugurar do marcador.

Quando o United atacava, Bruno colocava-se sempre em posições para servir os colegas. Matheus Cunha esteve desinspirado, mas ainda encontrou (28') Zirkzee dentro da área, para um cabeceamento mal calibrado do avançado (ficou percetível o porquê de esta ter sido apenas a sua terceira titularidade da época).

Com timidez e quase a medo, o United tentou mudar o rumo do encontro após o intervalo. Matheus Cunha tentou (49') fazer um chapéu que terminou na bancada, antes de ficar isolado na área (52'), só para ver Mukiele tirar-lhe o pão da boca.

Salvador do United veio de Antuérpia

Mas o verdeiro herói desta partida estava lá atrás, na baliza do United. Quando Enzo Le Fée (que pé esquerdo sumptuoso) isolou (64') Brobbey na área, Lammens saiu disparado da baliza e defendeu o remate quando o Stadium of Light já se preparava para explodir.

O guardião de 23 anos foi contratado no último verão ao Antuérpia por €21 milhões, após realizar a primeira época completa da carreira a titular no futebol profissional. Foi a solução de Ruben Amorim para resolver a crise na baliza da equipa (Onana foi emprestado ao Trabzonspor e Bayindir não conta como titular) e é, cada vez mais, uma aposta ganha.

Quando Lammens parecia estar batido pela primeira vez, foi o poste a roubar (71') o golo a Geertruida. Num final de jogo atabalhoado, Matheus Cunha atirou (90+3') à figura de Roefs no coração da áreae viu o amarelo ao tentar ganhar um penálti. Uma desinspiração total que representa bem este jogo.

Bruno, que ainda se queixou de uma agressão de Nilson Angulo, sem sucesso, soma também mais um jogo sem conseguir chegar às 20 assistências na Premier League, mantendo-se a uma de igualar os registos de Thierry Henry (em 2002/03 ao serviço do Arsenal) e Kevin De Bruyne (em 2019/20, com o Manchester City).

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