Rosenior: «Em França fui gozado, mas sou bom no que faço»
Depois de carreira discreta no Derby County, Hull City e Estrasburgo, em França, Liam Rosenior chega ao ponto mais alto da carreira e, aos 41 anos, é o novo treinador do Chelsea.
Sobre o clube francês, onde esteve na última época e meia, a experiência começou amarga, mas acabou bem. «Quando cheguei ao Estrasburgo (em 2024), fui gozado, alvo de chacota na comunicação social em França e diziam que a minha equipa iria acabar em último lugar. Eu era um ninguém vindo de Inglaterra e acabámos a apenas três pontos dos lugares de acesso à UEFA Champions League O ruído é apenas ruído. Não o prometo, mas estou a trabalhar nesse sentido e acredito firmemente que podemos ser muito bem-sucedidos aqui. O meu tempo no Estrasburgo foi o melhor da minha carreira profissional, agora pretendo aproveitar o meu tempo aqui», contou.
Com pouco tempo para trabalhar, revelou o que pediu primordialmente à equipa. «Disse aos jogadores para se concentrarem em ganhar o próximo jogo. É assim que construímos uma série de bons resultados. O talento que temos, o compromisso com algo novo, há sinais muito positivos. O potencial deste clube é ilimitado, e eu não vou limitar o que é ilimitado», referiu, sendo questionado sobre se há cinco anos se imaginava nesta posição:
«Acabei de dizer que não se devem limitar as ambições. Não sou arrogante, mas sou bom naquilo que faço. Em todos os cargos que desempenhei, quer como treinador interino ou adjunto, fui sempre bem-sucedido. Sempre quis estar num clube como este. Ninguém pode garantir vitórias ou sucesso, mas trabalhei muito e durante muito tempo para o alcançar.»
Sempre quis estar num clube como este. Ninguém pode garantir vitórias ou sucesso, mas trabalhei muito e durante muito tempo para o alcançar
Rosenior foi convidado a partilhar que treinadores o inspiraram e começou por um especial. «Cresci com o meu pai. O meu pai era treinador e era obcecado por futebol e, por isso, eu também era. O Milan de Arrigo Sacchi. O Ajax e o Barcelona de Louis van Gaal. O meu pai incentivou-me sempre a ver equipas do estrangeiro, porque gostava de as ver jogar, e isso influenciou-me e influenciou o meu estilo de jogo atual. Luis Enrique — tive a sorte de jogar contra ele em França; Roberto De Zerbi. Pep Guardiola tem sido um dos meus heróis e agora vou poder defrontá-lo. Trata-se de ter respeito, mas nunca ao ponto de pensarmos que não podemos ter sucesso.»
E como lidar com a pressão de treinar na Premier League? «Meu amigo, sou muito afortunado por trabalhar com jogadores excecionais e ser bem pago. A pressão é um privilégio e há tantas pessoas no mundo que gostariam de estar no meu lugar, quero lembrar-me sempre disso», sublinhou.
Rosenior vai estrear-se pelo Chelsea no terreno do Charlton, para a Taça de Inglaterra.