Rendidos a Rafa no Benfica: «Não é para todos!»
Tiago Pinto, antigo diretor-geral do Benfica e atual diretor do Bournemouth, e os antigos companheiros Jonas, Pizzi e André Almeida assinalaram os 350 jogos de Rafa pelo Benfica, destacando não só os números do internacional português, mas também a sua importância no balneário e a dimensão humana. Falaram no podcast Final Cut, da empresa Sports Tailors.
Rafa alcançou a marca na passada segunda-feira, na goleada por 7-0, fora, frente ao Casa Pia, na 2.ª jornada da Liga, em 10 temporadas de águia ao peito, com 103 golos, 69 assistências e seis troféus conquistados, entre os quais três Campeonatos Nacionais.
Tiago Pinto considera que Rafa é «demasiado especial para ser visto apenas à luz dos números» e sublinha que completar 350 jogos pelo Benfica, com tantos golos, assistências e títulos, «não está ao alcance de muitos». O antigo dirigente encarnado destaca ainda a ligação do jogador ao clube, a inteligência «muito acima da média», os valores, o caráter e a forma como Rafa o ajudou a crescer enquanto gestor desportivo, garantindo que «existe muita coisa valiosa em Rafa que os números não mostram» e que o jogador representa muito para si, «sobretudo, como ser humano».
Jonas, antigo ponta de lança que acompanhou os primeiros anos de Rafa na Luz, descreve-o como «um menino de ouro», sensacional, maravilhoso, alegre, divertido e brincalhão, cujo comportamento permanece igual jogue ou não jogue. Para o antigo avançado brasileiro, todas as equipas deveriam ter um Rafa, porque «agrega muito» e «soma muito», além de já fazer a diferença quando os dois partilhavam o balneário do Benfica. Jonas considera que completar 350 jogos com a camisola encarnada «não é para qualquer um», lembrando que Rafa é amado pela forma como trata todos de igual modo e pelo carinho que demonstra, antes de desejar mais partidas, golos e títulos para o jogador e para o Benfica.
Pizzi, médio criativo, também coloca Rafa entre «as melhores pessoas» que conheceu no futebol e entre os melhores jogadores com quem atuou, recordando a forte ligação entre ambos dentro e fora do campo. O antigo médio considera que atingir 350 jogos pelo Benfica, com tantos golos e assistências, faz de Rafa «um dos maiores símbolos da história do clube», esperando que o internacional português alcance números ainda mais elevados, porque merece sempre o melhor.
André Almeida, antigo lateral-direito e capitão das águias, não hesita em classificar Rafa como «uma lenda do clube» e «a maior referência do Benfica» neste momento, destacando os títulos conquistados, o facto de ter usado a braçadeira de capitão e a disponibilidade constante para ajudar os diferentes plantéis por onde passou. Para o antigo capitão, a dimensão da marca não está apenas nos 350 jogos, mas também nos golos, nas assistências e nos troféus, elementos que valorizam ainda mais a passagem do jogador pela Luz.
André Almeida revela igualmente que Rafa é «um amigo para a vida» e alguém que acrescenta muito ao balneário, com palavras de apoio, capacidade para motivar os colegas e uma personalidade divertida, humilde e cativante. Salienta ainda que o extremo defende os companheiros e dá a cara pela equipa «sem show-off», alarido ou exuberância, preferindo demonstrar a sua importância dentro de campo.
A chegada aos 350 jogos acontece numa fase em que Rafa continua a assumir um papel de destaque no Benfica: o internacional português soma seis partidas esta temporada, com três golos e duas assistências.