Rafa Silva, avançado do Benfica (foto - Imago)
Rafa Silva promete continuar a destacar-se partindo da posição de extremo-direito (foto - Imago)

Benfica: 'Senhor Primeiro Golo' está de volta e promete

No meio de muitas incertezas, Rafa parte do zero e aproveita oportunidades

Num Benfica ainda em construção, marcado por um mercado de transferências em aberto e pela reintegração física e tática de jogadores que participaram no Campeonato do Mundo, Rafa Silva tem assumido protagonismo como extremo-direito. A posição não lhe é estranha, embora já não fosse utilizado nela de forma sistemática nas últimas épocas, e o internacional português tem sido, até ao momento, a principal figura de uma equipa encarnada que ainda procura consistência exibicional e resultados.

Aos 33 anos, Rafa regressou à Luz em janeiro, proveniente do Besiktas, depois de ter saído no verão anterior a custo zero, numa operação que pode atingir os 7 milhões de euros. Chegou sem ritmo competitivo e ficou aquém das expectativas numa fase inicial, mas ainda conseguiu fechar a última época com seis golos em 18 jogos. Agora, com uma pré-temporada completa e melhores índices físicos, apresenta-se mais influente no ataque do Benfica.

Foi decisivo no triunfo por 2-0 frente ao Villarreal, ao apontar um golo de grande qualidade num jogo de preparação, e marcou também o primeiro golo oficial das águias em 2026/27, frente ao St. Gallen, na Suíça, ainda que não tenha evitado a derrota por 1-2 na primeira mão da segunda pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa.

Este registo reforça uma tendência curiosa na carreira do jogador: nas últimas onze temporadas, é já a quarta vez que Rafa Silva marca o primeiro golo do Benfica em jogos oficiais. Aconteceu frente ao Sporting na Supertaça de 2019/20 (5-0), diante do PAOK na Liga dos Campeões de 2020/21 (2-1), frente ao Spartak Moscovo na edição de 2021/22 da mesma competição (2-0) e repete-se agora contra o St. Gallen, sublinhando a sua capacidade para entrar forte nas épocas.

O percurso recente de Rafa foi igualmente marcado por um período conturbado na Turquia, com um conflito com o Besiktas que o afastou dos treinos e da competição. De regresso a Lisboa, apresenta-se agora a Marco Silva com o objetivo de relançar a carreira, partindo praticamente do zero. Dentro de campo, tem evidenciado qualidade no último terço, aliada a um compromisso defensivo. Embora parta da direita, não se limita ao corredor e destaca-se sobretudo pelos movimentos interiores e pela capacidade de atacar a baliza em condução, acrescentando imprevisibilidade.

Galeria de imagens 38 Fotos

No entanto, a estrutura do Benfica continua atenta ao mercado, procurando reforçar as alas, com prioridade para o flanco esquerdo. Para a direita, o treinador contará em breve com mais soluções: Gianluca Prestianni regressa após cumprir castigo nas competições europeias e Dodi Lukebakio, internacional belga, aproxima-se do regresso em pleno após participação no Mundial e respetivo período de férias. Neste cenário, Rafa Silva dificilmente será uma opção fixa na ala ao longo da época, mas mantém-se, para já, como uma peça-chave. Frente ao St. Gallen, esta quinta-feira, no jogo decisivo da eliminatória, terá nova oportunidade para voltar a fazer a diferença a partir do corredor direito e confirmar o bom momento de forma que atravessa.

A iniciar sessão com Google...