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GP Bahrain: Verstappen domina corrida caótica e vence pela primeira vez na época

Também a primeira vitória da Red Bull esta temporada

Max Verstappen conquistar a primeira vitória em 2026, vencendo o GP do Bahrain, que se disputou na Malásia.

Numa corrida caótica, que começou com mais de 1h30 de atraso devido à chuva intensa, Verstappen segurou o líder do campeonato, Kimi Antonelli, para conquistar a vitória, depois de uma corrida que teve absolutamente de tudo: início adiado, volta de formação em falso, e um final frenético após nova paragem devido à necessidade da entrada de safety car, a 9 voltas do fim, para ser retirado o carro de Albon.

Foi também a primeira vitória da Red Bull num Grande Prémio esta temporada. Kimi Antonelli terminou no segundo posto e assegurou o 13.º pódio do ano, dilatando a vantagem no comando do Mundial para 83 pontos sobre o companheiro de equipa na Mercedes, George Russell, que abandonou. No Mundial de Construtores, a formação germânica lidera confortavelmente com 556 pontos, contra os 405 da Ferrari. Lewis Hamilton completou o pódio num excelente esforço de recuperação, beneficiando do abandono de Russell para desalojar Isack Hadjar do terceiro posto.

O piloto neerlandês não subia ao lugar mais alto do pódio desde o GP de Abu Dhabi de 2025, na derradeira ronda da época transata, e chegou à 72.ª vitória da carreira. mas não foi fácil.

Chuva, atraso e anomalias de software adiaram partida

Voltemos então atrás. A partida ficou marcada por um atraso de 1h30 minutos antes do arranque. A meia hora do horário inicialmente previsto, 8 horas em Lisboa, abateu-se uma tempestade sobre o traçado que chegou a provocar uma ligeira aquaplanagem no carro médico. Após um adiamento inicial de 40 minutos e uma melhoria das condições meteorológicas, tentaram-se cumprir duas voltas de formação atrás do safety car. Contudo, várias falhas nos motores de múltiplos monolugares ditaram nova interrupção, como Hamilton ou Ocon o que motivou nova ida às boxes e muitas contas sobre que pneus usar.

Seguiu-se quase mais uma hora de paragem para garantir que o erro no software das unidades de potência ficava resolvido. Com a pista a secar, a direção de corrida determinou a realização de mais duas voltas de alinhamento e subtraiu uma volta às 56 previstas para a distância total da corrida.

Detentor da pole position, Verstappen preferiu os pneus intermédios perante a quantidade de água no asfalto, ao passo que Hamilton e Gabriel Bortoleto arriscaram os macios. A escolha dos pneus de piso seco revelou-se traiçoeira: Pierre Gasly saiu de pista na relva e Bortoleto ascendeu a nono. Logo à segunda volta, Sergio Pérez rumou às boxes para trocar os macios pelos intermédios, instante em que foi decidida uma partida parada. Na volta seguinte, Oscar Piastri, Bortoleto, Lance Stroll e Valtteri Bottas imitaram a paragem nas boxes para mudar de pneus.

No recomeço, Verstappen perdeu ritmo na pista e viu-se ultrapassado por Antonelli pelo lado interior e por Russell pelo exterior; Hamilton perdeu oito posições e caiu para o décimo posto, enquanto Bortoleto e Piastri subiram a 11.º e 10.º, respetivamente, deixando todos os lugares do top 10 ocupados por pilotos equipados com pneus intermédios.

Diante das dificuldades no asfalto, a Ferrari chamou Charles Leclerc às boxes para montar pneus intermédios. Por sua vez, Lewis Hamilton continuava a perder terreno até ao 17.º posto; apesar da chamada da equipa na quinta volta, o veterano britânico optou por arriscar e manter-se com os compostos macios, acreditando na secagem da pista.

À nona volta, Verstappen já pressionava diretamente o jovem italiano da Mercedes, que se defendeu de forma aguerrida até à interrupção provocada pelo abandono de Valtteri Bottas na décima volta. A entrada do safety car precipitou as idas às boxes para a colocação de pneus de piso seco. A neutralização atenuou as perdas dos pilotos da frente e travou a recuperação de quem tinha arriscado manter-se em pista com pneus slick, como Lando Norris, Fernando Alonso, Pierre Gasly, Oliver Bearman, Franco Colapinto e o próprio Hamilton, que ainda assim ascendeu ao 15.º lugar.

No relançamento, à 13.ª volta, Verstappen colocou o carro lado a lado com Antonelli logo na primeira curva e consumou a manobra depois para assumir a liderança. O italiano viu-se ainda superado por Russell. Depois, a vantagem de Verstappen na liderança dilatou-se gradualmente até atingir os oito segundos na 25.ª passagem.

Na volta 44, uma avaria no Williams de Albon obrigou ao acionamento do safety car virtual. Verstappen aproveitou para pneus macios, cedendo momentaneamente a liderança a Antonelli, num movimento seguido por Hamilton e Leclerc, antes de a Mercedes e a Red Bull chamarem os restantes pilotos na volta seguinte.

Reta final dramática

A reta final reservou ainda momentos de grande dramatismo. Na 50.ª volta, Russell encostou na reta das boxes com suspeita de problemas de motor e abandonou, ao mesmo tempo que Norris sofreu uma saída de pista pela gravilha, embora tenha conseguido prosseguir. O safety car permaneceu na pista até à volta 52 de 55.

No derradeiro recomeço, Verstappen susteve a curta vantagem de meio segundo sobre a concorrência. Logo atrás, Hamilton protagonizou uma ultrapassagem a Hadjar na 53.ª volta, para gáudio das bancadas, manobra que Leclerc replicou de seguida para ascender ao quarto lugar. As posições mantiveram-se inalteradas até à bandeira de xadrez, selando o triunfo de Max Verstappen.

(atualizado às 12h03)

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