Carlos Queiroz
Carlos Queiroz - Foto: IMAGO

Queiroz aponta «entrada de ouro» rumo ao Mundial 2030

Técnico português renovou contrato com o Gana e já traça objetivos

Carlos Queiroz vai continuar como selecionador do Gana e já definiu o primeiro grande objetivo do novo ciclo: a Taça das Nações Africanas de 2027. O treinador português prolongou o vínculo com a federação ganesa e pretende utilizar a competição continental como ponto de partida para construir uma equipa capaz de devolver os black stars aos grandes palcos.

«É com imenso orgulho e honra que confirmo a minha permanência como treinador principal do Gana», anunciou Queiroz nas redes sociais. O técnico, de 73 anos, assumiu o cargo em abril e conduziu a seleção no Mundial 2026, onde o Gana chegou aos 16 avos de final, sendo eliminado pela Colômbia, depois de terminar o Grupo L no terceiro lugar, atrás de Inglaterra e Croácia.

«Treinar o Gana é muito mais do que treinar uma equipa de futebol. É um privilégio, uma responsabilidade e uma missão para honrar uma das maiores nações do futebol africano e o seu incrível e apaixonado povo adepto do futebol.»

Apesar da eliminação, Queiroz fez um balanço positivo da participação no Mundial, destacando o trabalho conjunto dos jogadores, equipa técnica e Federação «em circunstâncias desafiantes». «A sua coragem, disciplina e empenho restauraram a confiança, a competitividade e o orgulho de uma nação», considerou.

Agora, começa um novo capítulo. «A Taça das Nações Africanas é muito mais do que o nosso próximo destino — é a entrada de ouro para a construção dos black stars que brilharão e competirão com orgulho no Campeonato do Mundo de 2030», afirmou o treinador português, que estabeleceu como ambição «melhorar a cada dia, unir a nação, tornar o Gana mais forte e lutar por cada vitória com paixão, humildade e orgulho».

A CAN 2027, que será disputada no Quénia, Tanzânia e Uganda, entre 19 de junho e 17 de julho, será assim a primeira grande prova do novo projeto. Na qualificação, o Gana integra o Grupo C, juntamente com Costa do Marfim, Gâmbia e Somália.

Com 35 anos de carreira, o português conta já com passagens por nove seleções — Portugal, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Colômbia, Irão, Egito, Qatar, Omã e Gana — e participou em cinco fases finais de Mundiais. Depois de orientar Portugal em 2010 e o Irão em 2014, 2018 e 2022, levou agora o Gana à edição de 2026.

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