No Portugal Football Summit, presidente do Sporting destaca feito do treinador, que chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões
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«Quartos da Champions em vez de qualquer Taça de Portugal», a preferência de Frederico Varandas

Presidente do Sporting no Portugal Football Summit revela porque é indispensável estar na Liga dos Campeões. Mais um voto de confiança a Rui Borges

A necessidade de estar na Champions e o feito de Rui Borges na época passada na prova, mais uma vez Frederico Varandas a elogiar o treinador e a dar-lhe um voto de confiança num momento difícil. Desta vez foi no Portugal Football Summit, onde o presidente do Sporting também falou de estabilidade e recordou a contratação de Ruben Amorim noutro momento muito complicado do clube.

«Para o nível que o Sporting quer, estar na Champions é como estar vivo ou morto, é indispensável. Significa entrar logo com €40 milhões líquidos, para podermos preparar o futuro e a época», afirmou Frederico Varandas no One-on-One conduzido por Pedro Pinto.

«Quando se fala numa época em que se fica em 2.º, estamos nas decisões todas e vamos aos quartos da Liga dos Campeões e fala-se como pormenor… Na verdade é extraordinário e é um feito do treinador, que está muito mediático ultimamente [risos]. Uma performance desportiva daquelas na Champions significou 80 milhões de euros ao Sporting! Quero tudo mas se tivesse de escolher era aquilo em vez de qualquer Taça de Portugal. E ainda perguntam como mantenho um treinador que não vence?», questionou Varandas. Recode-se que os leões perderam a final da prova rainha para o Torreense.

O presidente da FPF, Pedro Proença, com o líder leonino, Frederico Varandas

Na sequência, Varandas explicou o que essa campanha na prova milionária permitiu aos verdes e brancos, «fazer investimento como nunca foi feito, €125 milhões». «Mas fizemos €150 M em vendas, é brutal! Foi um investimento forte mas completamente sustentável. Nunca daremos um passo maior do que a perna. Ninguém quer mais vencer, mas queremos sustentabilidade e garantia de futuro. Aconteça o que acontecer vamos ser competitivos para o ano», garantiu.

Por tudo isto, o presidente sportinguista escolheu a palavra estabilidade para definir esta era do Sporting. «A base deste trajeto tem tido uma palavra fundamental: estabilidade. Mas isso nos clubes que têm pressão de vencer é uma palavra muito frágil e a estabilidade financeira e desportiva do Sporting demorou mas a sua destruição é fácil... A estabilidade precisa de ser cuidada todos os dias. Exige ter solidez na decisão, sangue frio e estofo para aguentar pressão», afirmou Frederico Varandas, que destacou os cinco exercícios positivos consecutivos desta administração:

«É algo inédito e não são sete por causa do Covid. Um trabalho fantástico das pessoas do Sporting. Em 2018 o volume de negócio era de 150 milhões e hoje é de 300 milhões. Em 2018 havia 50 milhões de receitas e agora 100, isto sem vendas de jogadores e outros aspetos. Hoje, capitais próprios positivos de 176 milhões. Isto mostra o que é cuidar o Sporting .

Depois dum verão de muitas compras e vendas, explicação do presidente leonino para as decisões, as de agora e as mais difíceis dum passado complicado: «A decisão não é escolha, é obrigação. Recordo-me do pior momento, gosto de lembrar de onde viemos e até onde é fácil voltar... No segundo ano de mandato ficámos em 4.º, vendemos Bruno Fernandes, Raphinha e tivemos de baixar os custos, o orçamento, o investimento, vender os jogadores com salários mais elevados e tomámos decisão de manter o rumo. No terceiro ano baixámos a massa salarial, vendemos Wendel, Acuña, Mathieu e investimos num jovem treinador. Mas no bolo geral o investimento foi menor. Sabíamos que se corresse mal não terminaríamos o mandato ou não éramos reeleitos e conseguimos ser campeões nacionais! Esse é o marco mais importante.»

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