Vasco Botelho da Costa no Sporting-Moreirense - Foto: Miguel Nunes
Vasco Botelho da Costa no Sporting-Moreirense - Foto: Miguel Nunes

«Surpreendemos Paulo Fonseca, mas Luis Suárez resolveu o jogo»

Vasco Botelho da Costa afirmou que o Moreirense fez um jogo muito competente em Alvalade, apesar de considerar que a equipa deveria ter sido um pouco mais ambiciosa em termos ofensivos

- Peço uma análise a este jogo.

- Sabemos que conseguimos ter sucesso a jogar em casa das equipas da luta pelo título. Temos de igualar, pelo menos, a atitude competitiva e aí temos dado uma resposta muito boa. Não só hoje, no campeonato estamos a crescer muito nesse aspeto, é um crescimento claro em relação à época passada. Em relação ao jogo, acabámos por surpreender um pouco o Paulo Fonseca. Sentimos que ele ia preparar o jogo para a nossa linha de construção a três, acabámos por trocar. Depois, aqui ou ali, não conseguimos ser tão agressivos na profundidade como tínhamos. Sabíamos que o Sporting ia acabar por seguir toda a gente por dentro, tínhamos como objetivo chegar pelos corredores à profundidade e acabámos por não ter muito sucesso. Do ponto de vista defensivo, não conseguimos ativar tantas vezes como queríamos, mas fomos sempre uma equipa compacta. Na globalidade, conseguimos fechar os espaços ao Sporting. Tivemos uma ou outra rotura que não foi acompanhada e que deu cruzamento perigoso, como é óbvio podíamos ter sofrido. Mas, no geral, é um jogo bastante competente da nossa parte que acaba por ser resolvido... uma equipa que tem jogadores desta qualidade, uma situação em clara inferioridade, é um jogador [Luis Suárez] que resolve o jogo.

- Notou-se uma equipa tranquila no relvado. Era isso que queria passar?

- Sim, sem sombra de dúvidas. Quando eu falo em sermos iguais a nós mesmos é com esta tranquilidade, jogarmos aquilo que sabemos, colocar em prática o que foi trabalhado durante a semana. Claro que é complicado ter mais bola, individualizar a pressão do que fizemos, porque sabíamos que nos estávamos a expor. Não estávamos à espera de um Sporting coletivamente com um jogo demasiado fluído fruto do pouco tempo de trabalho. Ao contrário daquilo que o Paulo diz, nós treinadores acompanhamos o trabalho dos portugueses que estão lá fora e a fazer um bom trabalho, portanto não fomos muito surpreendidos com a ideia dele para o jogo e conseguimos fechar o jogo coletivo do Sporting, mas sabíamos que se fossemos muito agressivos na pressão estávamos-lhes a dar aquilo que eles são fortes, o jogo de um para um nos extremos, principalmente nós com um linha de 4. Fica um amargozinho, porque podíamos ter sido um bocadinho mais ambiciosos no nosso jogo ofensivo. É continuar a crescer.

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- Tem muitas lesões, mas não se queixa.

- É o nosso trabalho, olharmos lá para dentro e perceber como podemos ajudar a equipa. Se nós no ano passado tivemos um período com mais lesões e acabámos por nos sentir um pouco descalços... O Moreirense é um projeto em crescimento, o ano passado não tínhamos sub-23, agora já temos. Conseguimos suprir as ausências acrescentando esses jogadores que estão a fazer um excelente trabalho. Se não estão não estão, entrámos com 11, fomos à luta com o que tínhamos. Perdemos, não há vitórias morais, mas estamos a crescer muito enquanto equipa e é isso que nos deixa tranquilos. Sabe jogar os diferentes tipos de jogo, é uma equipa jovem, é normal cometer esses erros, mas estamos a diminuí-los. O futuro será muito melhor.

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