Alguns pontos de encontro no trajeto de Rui Borges com Ruben Amorim - Foto: MIGUEL NUNES
Alguns pontos de encontro no trajeto de Rui Borges com Ruben Amorim - Foto: MIGUEL NUNES
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Sporting: entre a memória de Ruben Amorim e o julgamento de Rui Borges

Em 2022/2023, Ruben Amorim sobreviveu a um arranque com três derrotas e um empate nas primeiras sete jornadas. Em 2026/2027, Rui Borges enfrenta uma forte contestação apesar de ter mais cinco pontos e nenhuma derrota. Ambos os casos mereceram a confiança do presidente Frederico Varandas

No futebol, a memória costuma ser curta e a paciência ainda mais escassa. Em Alvalade, a exigência subiu na era Ruben Amorim, mas a análise ao atual momento faz lembrar um ciclo de um passado bem recente sob o comando do atual técnico do AC Milan... A vaga de contestação em torno de Rui Borges neste arranque de campeonato — o pior registo da equipa desde a época 2022/23 — tem vários pontos que convergem desse arranque que também gerou dúvidas entre os adeptos.

Frederico Varandas não deixou cair Rui Borges e disse que o lugar do treinador nunca esteve em causa - Foto: MIGUEL NUNES

Para compreender o presente, é preciso recuar a épocas transatas. Tal como Amorim em 2020/2021, Rui Borges conduziu o Sporting ao título de campeão na sua temporada de estreia (2024/2025), somando 82 pontos. Na época seguinte (2025/2026), Borges repetiu rigorosamente a mesma pontuação — 82 pontos —, terminando no 2.º lugar esgrimindo forças com um FC Porto imparável, que se sagrou campeão com 88 pontos. O padrão é uma réplica quase exata do percurso de Amorim: após o título de 2021 com 85 pontos, o técnico fez exatamente os mesmos 85 pontos em 2021/2022, perdendo o título para um Porto que atingiu os 91. Em nenhum dos casos o Sporting baixou o seu rendimento... foram os rivais que subiram a fasquia.

É, contudo, no arranque da época subsequente, fazendo a análise até à 7.ª jornada, que houve uma quebra evidente nestes ciclos. E se o arranque desta época tem sido marcado pela irregularidade, em 2022/2023, sob o comando de Rúben Amorim, o Sporting assinou um arranque (ainda) mais sobressaltado: três vitórias (Rio Ave, Estoril e Portimonense), um empate (SC Braga) e três derrotas (FC Porto, Chaves e Boavista), somando apenas 10 pontos em 21 possíveis. À 7.ª jornada, os leões ocupavam um modesto 8.º lugar, já a 11 pontos da liderança do Benfica. Na altura, a estrutura e a bancada seguraram o projeto, concedendo a margem de manobra necessária a quem tinha devolvido o clube aos títulos.

Frederico Varandas também passou por momentos mais complicados com Ruben Amorim mas segurou o treinador - Foto: MIGUEL NUNES

Atingida a mesma 7.ª jornada em 2026/27, o cenário sob Rui Borges é ligeiramente melhor: quatro vitórias (V. Guimarães, Alverca, Rio Ave e Nacional), três empates (E. Amadora, Famalicão e Arouca) e zero derrotas. O Sporting segue na 3.ª posição, com 15 pontos acumulados (nos 21 possíveis), estando a 6 pontos da liderança azul e branca. Embora distante do registo 100% vitorioso desejado, a equipa mantém-se invicta e ligeiramente mais competitiva do que a versão de há quatro temporadas. Frederico Varandas, tal como aconteceu em 2022/2023, segurou os treinadores e deu-lhes um voto de confiança…

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