Proteção Civil registou mais de 3 mil ocorrências por cheias em 4 dias, rios vão continuar a subir
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) contabilizou, desde o dia 1 de fevereiro, e até ao meio-dia desta quarta-feira, um total de 3.326 ocorrências relacionadas com as cheias que afetam o país.
A informação foi avançada pelo comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, que fez um ponto de situação em Carnaxide, Oeiras. O comandante esclareceu que estes números se referem exclusivamente à situação atual de cheias, não incluindo incidentes ligados à tempestade Kristin, sobre a qual a ANEPC já não regista «ocorrências relevantes».
«No total, as 3.326 ocorrências empenharam e estão a empenhar 11.444 operacionais e 4.575 meios terrestres», disse.
Mário Silvestre confirmou ainda que o dispositivo da Proteção Civil se manterá em alerta máximo. «Estamos em nível quatro de empenhamento e vamos mantê-lo até sexta-feira que vem, e será reavaliado nessa altura», afirmou.
Mau tempo continua a alerta também
A depressão Leonardo, que sucedeu imediatamente à Kristin, continua a ameaçar o território com chuva, vento forte e agitação marítima, o que levou a Proteção Civil a elevar o estado de prontidão para o nível máximo. O tempo só deve melhora a partir de 10 de fevereiro.
«Teremos períodos de chuva e aguaceiros persistentes e, por vezes, fortes, sobretudo nas regiões centro e sul e, também, associado a isto, vento forte e agitação marítima. Situação, obviamente, agravada nos locais em que tivemos o impacto da depressão Kristin», sublinhou Mário Silvestre, que alertou para a subida dos caudais «dos rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Mondego, Lis, Tejo, Sorraia e Sado.»
«O Plano Nacional de Emergência [e Proteção Civil] está ativo e temos também 77 planos de emergência municipais ativos, bem como quatro planos distritais de emergência e proteção civil», sublinhou.
Todos os distritos de Portugal continental estão hoje e quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo, segundo o Instituto Português e da Atmosfera (IPMA).