DGS alerta para risco de amianto em reparações após tempestade
Na sequência dos estragos provocados pela tempestade Kristin, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu, esta quarta-feira, um alerta sobre o perigo de exposição ao amianto durante os trabalhos de limpeza e reparação de edifícios danificados.
A autoridade de saúde sublinha que edifícios construídos antes de 2005 podem conter materiais com amianto, como telhas, placas de revestimento ou tubos de ventilação. O risco para a saúde pública surge quando estes materiais se partem, libertando fibras invisíveis que podem ser inaladas.
Numa publicação nas redes sociais, a DGS apela à população para que não mexa, corte ou parta materiais suspeitos de conter amianto. A recomendação é afastar as pessoas do local e evitar varrer ou aspirar os destroços, uma vez que estas ações podem dispersar as fibras perigosas no ar.
A DGS reforça que a remoção e gestão de resíduos com amianto só podem ser efetuadas por operadores licenciados. Caso os materiais já se encontrem no solo, deve ser contactada a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da respetiva área. «Há riscos que não são visíveis, mas também podem causar dano depois de uma tempestade», adverte a DGS, pedindo aos cidadãos que se protejam e se informem.
O mau tempo da última semana já causou dez mortos, quatro dos quais em quedas durante a reparação de telhados. Os estragos materiais são avultados, com destaque para os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém, levando o Governo a decretar situação de calamidade em 68 concelhos e a anunciar um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros.
Entretanto, a depressão Leonardo continua a ameaçar o território com chuva, vento forte e agitação marítima, o que levou a Proteção Civil a elevar o estado de prontidão para o nível máximo. O tempo só deve melhora a partir de 10 de fevereiro.