Transferência 'falhada' para o Benfica pode encher os cofres do... Estrela da Amadora
O Estrela da Amadora entende ter direito a receber €1,2 M do Rio Ave relativamente à transferência falhada de André Luiz para o Benfica.
O caso parece complexo, mas é relativamente simples de explicar: André Luiz representou o Estrela da Amadora na época 2023/2024 e na primeira metade da temporada seguinte, rumando, depois, ao Rio Ave. Nessa operação, os tricolores salvaguardaram 10 por cento dos direitos económicos do extremo brasileiro. E é, precisamente, pelo facto de essa percentagem do passe estar na posse do emblema da Reboleira que o clube entende ter direito à verba correspondente após as negociações entre o Rio Ave e o Benfica, nesta janela de transferências, não terem tido sucesso.
Os encarnados apresentaram uma proposta de €12 M (mais €3 M por objetivos) para recrutarem André Luiz, mas os vila-condenses recusaram essa oferta. Como é sabido, o esquerdino rumou, dias mais tarde, ao Olympiakos por... €6,75 M. Cerca de metade do valor que as águias tinham colocado em cima da mesa.
Ora, no seguimento deste processo, A BOLA contactou Paulo Lopo, presidente da SAD do Estrela da Amadora, que confirmou a intenção de os tricolores serem ressarcidos dos €1,2 M - correspondentes aos já referidos 10 por cento do passe do jogador que estão na posse da formação da Amadora e cujo valor diz respeito aos €12 M que o Rio Ave rejeitou do Benfica.
O líder máximo dos estrelistas adianta ainda que é este o entendimento do departamento jurídico do clube a que preside, salientando também que espera que o caso se revolva a bem.
«O Estrela da Amadora entende que tem direito a receber essa verba, uma vez que é detentor de 10 por cento dos direitos económicos do jogador, sendo certo que não nos cabe a nós avaliar se a decisão de o Rio Ave rejeitar a proposta do Benfica foi correta ou não. Eu, enquanto presidente da SAD do Estrela da Amadora, tenho o dever de defender intransigentemente os interesses do clube, pelo que neste caso, e até de acordo com o parecer do nosso departamento jurídico, estou certo de que a razão está do nosso lado, pelo que espero que o processo possa ficar resolvido dentro dos trâmites legais e sempre com a boa-fé de todas as partes envolvidas», assumiu ao nosso jornal.
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