Presidente da Câmara de Madrid 'arrasa' UEFA: «Não queria o Atlético na final»
As polémicas em torno da arbitragem do duelo entre Atlético Madrid e Arsenal continuam a fazer correr tinta — e chegaram mesmo à esfera política. O presidente da Câmara de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, não poupou nas críticas à UEFA, insinuando que houve uma intenção clara de afastar os colchoneros da final da Liga dos Campeões.
«Quando vi o sorteio pensei que nos tinha calhado o Arsenal, mas enganei-me: calhou-nos a UEFA», disparou, acrescentando que «a UEFA deixou claro que não queria que o Atlético estivesse na final». O autarca mostrou-se particularmente indignado com a nomeação da equipa de arbitragem liderada por Daniel Siebert: «É incompreensível que tenham colocado um árbitro alemão quando Espanha e Alemanha estão a lutar pela quinta vaga na Champions.»
Martínez-Almeida foi mais longe, falando mesmo em decisões deliberadas: «Houve lances que não se explicam por erro humano, mas por uma vontade predeterminada de prejudicar o Atlético.»
Entre os exemplos, destacou o alegado penálti sobre Giuliano Simeone e a falta de imagens conclusivas: «É incompreensível não haver uma única repetição do fora de jogo, quando depois se percebe que não era fora de jogo.» Também o lance envolvendo Antoine Griezmann mereceu críticas: «É clamoroso. O árbitro só apita quando o Griezmann já está no chão e depois o VAR não intervém.» E deixou ainda um reparo aos minutos finais: «Os últimos cinco minutos foram vergonhosos. Jogou-se menos de minuto e meio.»
«Por isso, acho que nós, adeptos do Atlético, estamos orgulhosos da nossa equipa porque ela competiu, não contra o Arsenal, mas contra a UEFA. E ao Arsenal pode-se ganhar em 180 minutos, mas à UEFA não se consegue vencer. E a UEFA mobilizou toda a sua máquina para que o Atlético de Madrid não passasse ontem essa eliminatória, e o árbitro foi o executor dessa vontade», concluiu.
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