Afonso Eulalio conquistou a camisola rosa da Volta a Itália, na 5.ª etapa da corrida - Foto: IMAGO

Eulálio é líder do Giro, mas queria mais por causa de… «uma aposta»

Ciclista português que lidera a Volta a Itália partilha confidência

Afonso Eulálio tornou-se no terceiro português de sempre a envergar a camisola rosa, símbolo da liderança da Volta a Itália, depois de Acácio da Silva e de João Almeida, mas no final assumiu que não estava totalmente contente, uma vez que ficou a dois segundos de vencer a etapa, conquistada pelo espanhol Igor Arrieta. E tudo por culpa… de uma aposta.

«A 50 quilómetros, percebi que podia ir à camisola rosa e apostei tudo nisso e em tentar ganhar a etapa. Queria mesmo ganhar a etapa, porque tinha apostado com Damiano Caruso [companheiro na Bahrain Victorius] e se eu ganhasse duas etapas davam-me mais um ano de contrato. Não ganhei, mas mais oportunidades virão», disse, em declarações à Eurosport.

O ciclista natural da Figueira da Foz não escondeu o orgulho por envergar a partir da 6.ª etapa a camisola de líder de uma das corridas mais importantes do calendário do ciclismo internacional.

«Ainda não acredito. É incrível vestir esta camisola. Toda este dia foi uma loucura. No final, se eu não tivesse caído, teria sido ainda melhor. Foi muito duro, com subidas, o tempo, alguns momentos não me senti muito bem, mas penso que todos sentiram o mesmo», acrescentou.

O corredor de 24 anos recusou ainda comparações com João Almeida, que em 2020 vestiu a camisola rosa durante 15 dias, e disse acreditar que a sua cidade natal estará a celebrar esta conquista.

«A festa vai ser boa na Figueira da Foz, certamente. Não me posso comparar com o João Almeida, porque ele é muito forte, mas vou tentar manter-me consistente agora. Tento de melhorar isso enquanto ciclista, ser mais constante e ter menos altos e baixos», concluiu.

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