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Polícia em peso na chegada do selecionador sul-coreano após ameaças de morte
A polícia sul-coreana prepara um forte dispositivo de segurança para a chegada da seleção, após o selecionador demissionário, Hong Myung-bo, ter recebido ameaças de morte devido ao fracasso no Campeonato do Mundo.
A Agência da Polícia Metropolitana de Incheon anunciou que irá mobilizar 160 agentes da polícia de choque e aeroportuária para o regresso da equipa esta terça-feira, na terceira maior cidade do país. A medida surge na sequência de ameças de morte ao treinador, noticiada pela agência de notícias coreana Yonhap.
Para além dos agentes, foram também destacados 25 seguranças especiais. Em comunicado, a polícia afirmou: «Decidimos mobilizar agentes para prevenir incidentes de segurança que possam ocorrer durante o processo de entrada. Responderemos com rigor a quaisquer atos ilegais, incluindo o arremesso de objetos.»
A crise instalou-se perante a eliminação na fase de grupos, o que levou à demissão de Hong Myung-bo, de 57 anos, que ficou atrás do anfitrião México e África do Sul com apenas uma vitória à última classificada Chéquia. O fraco desempenho levou mesmo o presidente da nação, Lee Jae Myung, a exigir uma investigação.
O presidente sul-coreano expressou a sua estupefação nas redes sociais, descrevendo o resultado como «não apenas dececionante, mas verdadeiramente absurdo». Lee Jae Myung acrescentou: «Quando a lealdade e o facciosismo são mais valorizados do que a competência, e pessoas incompetentes são nomeadas para cargos de liderança, o resultado é quase inevitável». O chefe de Estado pediu desculpas à nação e solicitou ao Ministério da Cultura, Desporto e Turismo uma investigação exaustiva para apurar as causas e evitar a repetição de tais acontecimentos.
A gestão de Hong Myung-bo foi amplamente questionada, especialmente por decisões como deixar Heung-min Son no banco no último jogo da fase de grupos. A nomeação de Hong nunca foi popular: o técnico já tinha orientado a seleção no Mundial 2014, onde terminou sem vitórias e no último lugar de um grupo com Bélgica, Argélia e Rússia.