Petit quer o Santa Clara a «olhar nos olhos» do Benfica
Na antevisão ao duelo com o Benfica, para a 9.ª jornada da Liga e que se realiza na segunda-feira nos Açores, Petit indicou a ambição da sua equipa em competir olhos nos olhos com os encarnados, destacando a necessidade da sua equipa manter a sua identidade, exigindo rigor defensivo, personalidade com bola e intensidade em todas as fases do jogo. O treinador do Santa Clara espera uma boa reação dos seus jogadores, após a eliminação na Taça de Portugal frente ao Mafra (2-3).
«Tivemos a nossa primeira derrota numa competição diferente. Nós aprendemos a lição, analisámos, corrigimos, mas temos de reagir. No campeonato estamos numa fase boa, sabendo que vamos defrontar um candidato ao título e que também está a atravessar um bom momento. Por isso esperamos um jogo difícil, mas também esperamos ter uma boa reação, jogando na nossa casa, com os nossos adeptos. E sabendo que do outro lado está uma equipa com muita qualidade, a nível individual e coletivo, e em termos ofensivos, em 17 jogos têm 50 golos. Estamos preparados para dar uma boa resposta, dentro daquilo que é a nossa ideia de jogo, que é o nosso padrão e que estamos habituados, porque estamos nesta posição com muito mérito e com muita qualidade. Sabemos que é um candidato ao título, mas é olhar nos olhos do Benfica e disputar o jogo», afirmou, sobre esse primeiro desaire em 2026/27 e a reação que se pretende.
Confrontado com a ausência de Djé Tavares e com o embate entre o melhor ataque e a melhor defesa da prova, o técnico destacou a profundidade do seu plantel e o rendimento global da equipa: «O Djé é um jogador com qualidade e que está a crescer muito. Temos aqui jogadores também com qualidade, como o Daniel [Borges], o [João] Vasconcelos, o Vitinho… e sabem qual é a nossa ideia, tanto nos processos ofensivos, como em termos defensivos. Esperamos um adversário forte e, como disse, em termos ofensivos em 17 jogos tem 50 golos. Nós temos mantido uma coesão defensiva, juntamente com o FC Porto temos a melhor defesa, mas também no ataque somos a quinta equipa com mais ocasiões de golo, no campeonato. Vai ser um jogo bom de se ver e esperamos amanhã dar uma boa resposta, e continuarmos com o bom desempenho que temos feito ao longo da época.»
«Vai obrigar a ter os quatro momentos de jogo: a organização defensiva e a ofensiva, as transições e as bolas paradas. Sabemos que o Benfica é uma equipa com uma ideia de jogo bem vincada, tivemos a analisá-los e mostrámos aos jogadores aquilo que poderemos anular em termos defensivos. Estão identificados os movimentos do Benfica, mas depois há a qualidade individual e coletiva dos jogadores do Benfica, na rapidez, na execução e na reação à perda da bola. É uma equipa que trabalha muito num 4x4x2, com as linhas bem subidas, e nós analisamos aquilo que podemos explorar, nunca fugindo do nosso padrão e da nossa ideia de jogo, e depois é ter confiança, personalidade com bola e saber que quando não tivermos a bola, o que é que temos de fazer, e que nesses momentos vamos ter de saber sofrer. Quando tivermos de a recuperar temos de ser intensos e agressivos. A nossa equipa também já mostrou que é uma equipa intensa, com qualidade, e amanhã esperamos dar uma boa resposta e trabalhar para conquistar os três pontos», disse, sobre as exigências que o Benfica irá obrigar à sua equipa.
O treinador dos açorianos detalhou a leitura tática do adversário e a postura necessária dos seus jogadores para a contrariar: «Vamos ter momentos onde temos de pressionar alto, outras vezes o Benfica vai-nos empurrar para trás, isso faz parte. Ao longo de 90 minutos não se consegue ter o caudal ofensivo ou estar instalado no meio-campo do adversário, isso não acontece em nenhum jogo. Quando tivermos bola temos de ter a nossa personalidade, a nossa ideia de jogo, saber que muitas vezes o Benfica é uma equipa que vem na pressão e temos de ter uma boa reação à perda da bola, e saber também que poderemos ter espaço para o contra-ataque. Mas também queremos construir de trás, chamando o Benfica, ter espaço nas costas deles. E saber também o 4x3x3 do Benfica, com o Palhinha e os dois interiores e os extremos mais abertos a forçar muito no um contra um, com o Prestianni a viver um bom momento. Não vamos fazer marcações, ou duplas marcações, mas cada jogador que apanhar esses jogadores pela frente, tem de aquilo que tem de fazer.»