Mafra, da Liga 3, eliminou o Santa Clara. -Foto CARLOS BARROSO/LUSA
Mafra, da Liga 3, eliminou o Santa Clara. -Foto CARLOS BARROSO/LUSA
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Foi com (M)amor que o Mafra seguiu em frente (crónica)

Mamor Niang marcou no prolongamento e o Mafra fez a festa. Rodrigo Matos bisou. Açorianos não seguraram duas vantagens e sofreram o primeiro dissabor da época

Foi com (M)amor (de Niang) que o Mafra, da Liga 3, eliminou o Santa Clara na Taça de Portugal. Os açorianos sofreram o primeiro desaire da temporada – ainda sem derrotas na Liga – num jogo em que andaram ao sabor das suas incidências.

Com uma entrada forte a equipa de Petit tomou conta das operações, com um futebol apoiado que chegava com facilidade à baliza de Francisco Lemos. Por isso, não estranhou que o marcador fosse aberto tão cedo, por Djé Tavares (7’), que de cabeça concluiu um cruzamento de Lucas Soares.

Os açorianos mantiveram a rotação elevada e o resultado não disparou, porque o guarda-redes do Mafra esteve inspirado quando João Vasconcelos e Djé Tavares, quase de seguida, visaram o alvo. Contudo, esse domínio foi colocado em causa na primeira aparição do Mafra à baliza de Neneca, num disparo de Rodrigo Matos (35’) de fora da área. Sem nada o prever, a equipa orientada pelo finlandês Tim Sparv chegou ao empate e animou, até porque no tempo de compensação da primeira parte, os açorianos ficaram reduzidos a dez, por expulsão de Djé Tavares, que viu dois cartões amarelos em cinco minutos. O médio vai falhar, assim, o duelo com o Benfica, da 9.ª jornada da Liga.

Em vantagem numérica, o Mafra inverteu o domínio e chegou-se à frente. Porém, foi com classe que os encarnados responderam: lançamento em profundidade de João Vasconcelos a encontrar espaço para Fernando entrar, com o avançado a tirar da frente o guarda-redes e um defesa, para finalizar com a baliza deserta.

Novamente na frente, a ordem foi segurar a vantagem. A missão estava a ser cumprida com sucesso, apenas por uma vez Neneca, por Adama Ngom, foi seriamente ameaçado: Em 5x3x1 os açorianos aguentavam-se, mas nos descontos Rodrigo Matos recargou de cabeça, uma bola devolvida pelo poste, e levou o jogo para prolongamento.

Moralizado, o Mafra continuou mais ofensivo e aos 101’ colocou-se em vantagem, quando Mamor Niang saltou ao 2.º andar para desviar um canto de Lénio Neves, que viria a ser expulso quatro minutos depois e deu novo alento Santa Clara para a segunde metade do prolongamento. Os açorianos tiveram chegadas perigosas à baliza de Francisco Lemos e aos 108’ Welinton Torrão pareceu ter sido puxado por um defensor na área, um lance que motivou muitos protestos dos açorianos. E no último suspiro o guardião segurou a passagem do Mafra à eliminatória seguinte, com grande defesa a um remate cruzado de Lucas Soares.

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