Manifestação em Lisboa foi alvo de carga policial na madrugada deste domingo - foto: José Sena Goulão/LUSA
Manifestação em Lisboa foi alvo de carga policial na madrugada deste domingo - foto: José Sena Goulão/LUSA

Polícia avançou sobre as 'acampadas': 11 feridos e 31 detidos em Lisboa e Porto (vídeos)

Entre os feridos contabilizam-se oito manifestantes e três agentes da autoridade

A operação da PSP para a remoção de tendas durante a madrugada deste domingo, em Lisboa e no Porto, terminou com 31 detenções pelo crime de desobediência e provocou 11 feridos, segundo o balanço oficial divulgado pela força de segurança e entretanto já atualizado esta manhã.

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Entre os feridos contabilizam-se oito manifestantes e três agentes da autoridade, distribuídos por cinco ocorrências em Lisboa e duas no Porto. A polícia destacou que, na capital, «um dos polícias foi ferido por um canídeo de um manifestante».

No que concerne às detenções por desobediência, 25 ocorreram em Lisboa e seis no Porto. Todos os visados vão ser presentes à autoridade judiciária competente já esta segunda-feira.

A ação conjunta com as Polícias Municipais levou à remoção e apreensão de 171 estruturas de acampamento e tendas — 117 em Lisboa e 54 no Porto. Na Invicta, as autoridades apreenderam ainda «um artigo de pirotecnia (petardo) na posse de um dos detidos, três latas de tinta (arremessada aos polícias) e uma embalagem de gás pimenta».

De acordo com a PSP, a intervenção na Praça do Rossio (D. Pedro IV), em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, visou a «reposição da legalidade na ocupação de espaços públicos». A força policial explicou que a decisão surgiu na sequência da «manutenção de manifestações ao longo do tempo, da ocorrência de danos em património público, e da necessidade de remover estruturas de acampamento instaladas sem a necessária autorização legal e em condições contrárias à legislação aplicável».

Apesar de os protestos organizados pela Acampada de Lisboa e Acampada do Porto terem sido comunicados, a polícia advertiu que esse procedimento «não dispensa o cumprimento das demais disposições legais», designadamente no que toca aos prazos e às regras de utilização do espaço público.

A instituição assegurou ter realizado diligências para a desmobilização voluntária das tendas, mas o desrespeito pelas instruções motivou a intervenção das autoridades. A PSP reiterou que respeita o direito de reunião e manifestação, mas enfatizou que o mesmo deve coexistir com os «direitos dos restantes cidadãos», saudando ainda o comportamento cívico registado nas manifestações de sábado noutras cidades do país, que decorreram com normalidade até aos incidentes verificados em Lisboa e no Porto.

(Notícia atualizada às 9h22 deste domingo)

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