Penálti por assinalar: a análise de Pedro Henriques ao Estoril-Benfica
Miguel Nogueira, de 31 anos e da AF Lisboa, foi o árbitro do Estoril-Benfica de ontem e há apenas um lance discutível no que respeita ao seu trabalho, no restante correto e com boas decisões.
3' Na bola! Na área do Estoril não há qualquer infração de Felix Bacher sobre Vangelis Pavlidis, na repetição percebe-se que o jogador do Estoril desarma de forma legal o avançado grego dos encarnados, quando toca na bola apenas com o seu pé direito. Decisão correta sem penálti.
4' Falta atacante. Na área do Estoril pede-se penálti sobre Andreas Schjelderup, mas é este que faz a falta, quando nas costas carrega e derruba Ricard Sanchez, tirando dessa forma o jogador do Estoril da jogada, uma falta atacante bem sancionada com livre direto a favor dos canarinhos.
7' Legal. no golo de Richard Rios e na construção da jogada pelo corredor esquerdo, quando a bola é passada para Andreas Schjelderup, que depois acaba por fazer a assistência, este está claramente em jogo (138 cm), não havendo, portanto, qualquer irregularidade ao nível do fora de jogo.
15' No segundo golo dos encarnados, obtido por Alexander Bah não há qualquer infração ao nível do fora de jogo, pois no momento do passe do seu colega, Tomás Araújo, o defesa dinamarquês dos encarnados tem entre ele e a linha de baliza mais de dois adversários.
21' Sem falta. No limite da área dos canarinhos, não há falta sobre Rafa Silva, que ao fazer um túnel sobre Ricard Sanchez, acaba por ele próprio se desequilibrar e chocar contra o jogador do Estoril, que tinha a sua posição já ganha. Lance legal e sem falta.
22' Agarrou. Gonçalo Costa fora da área e com a bola longe, estava a ser cruzada para a área, agarrou, puxou e desequilibrou Alexander Bah, para além de cortar uma potencial jogada de perigo, não era clara oportunidade de golo, foi um a atitude antidesportiva. Cartão amarelo bem mostrado.
33’ Continua a não fazer parte do protocolo VAR, a intervenção, em casos de expulsão por acumulação de cartões amarelos, apenas e só nos vermelhos diretos tal é possível, e assim não é possível corrigir e ajudar o árbitro em situações muito evidentes, onde o segundo cartão amarelo é claro e inequívoco, e onde, na maior parte das vezes o impacto no jogo é grande, neste caso em concreto, com meia hora de jogo a equipa do Estoril, ficava reduzida a dez jogadores. Gonçalo Costa, que já tinha sido bem advertido onze minutos antes, acabou por, com a sua mão esquerda bem aberta acertar em cheio, gesto e movimento deliberado, na cara de Gianluca Prestianni.
Os cinco cartões amarelos que foram mostrados, assim como os três golos e as decisões na área, tudo correto.
45' Foi dado um minuto de tempo extra, que foi escasso, para as incidências que ocorreram no primeiro tempo, onde houve três golos e foi mostrado um cartão amarelo.
47' Alexander Bah foi bem advertido por ao vir por trás agarrar e puxar a camisola de Yanis Begraoui, um comportamento antidesportivo bem sancionado disciplinarmente.
52' Cartão amarelo bem mostrado a Andre Lacimicant que na disputa de bola com Alçexander Bah, foi negligente na abordagem tocando no calcanhar do seu adversário. Decisão correta do arbítrio na advertência que fez.
66' Bem mostrado o cartão amarelo a Rafik Guitane que com seu pé direito pisou o pé esquerdo de Samuel Dahl, um pisão negligente e fora de tempo bem sancionado disciplinarmente.
A não expulsão por acumulação de cartões amarelos de Gonçalo Costa, foi muito evidente aquela mão aberta na cara de Prestianni.
68' Gianluca Prestianni viu cartão amarelo por no momento da substituição, não ter saído pelo local mais próximo de onde se encontrava.
90' Foram dados apenas dois minutos de tempo extra, escasso para as incidências que ocorreram no segundo tempo, pois com a mostragem de quatro amarelos e as cinco paragens para substituições onde entraram oito jogadores, era justo haver cinco minutos para a recuperação de tempo perdido, que houve efetivamente.
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